São Luís tem apenas dois pontos em praias próprios para o banho 


No Dia Mundial da Água, lembrado nesta quinta-feira (22), especialistas apontam que 40% da poluição que atinge rios, lagos, mares e oceanos é causada pelo homem.  Confira a situação das praias de São Luís
Dos 21 pontos pesquisados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), somente dois pontos localizados na Praia do Meio, estão próprios para banho na orla de São Luís. A Sema realiza a pesquisa de balneabilidade nas praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Olho d’Água, Praia do Meio e Araçagy.
No Dia Mundial da Água lembrado nesta quinta-feira (22), a situação em que se encontra as praias da capital, especialistas apontam que 40% da poluição que atinge centenas de rios, lagos, mares e oceanos ao redor do mundo é causada pelo homem.
De acordo com o doutor em Engenharia Ambiental, Antônio Carlos Leal, as atividades realizadas pelo ao redor de bacias hidrográficas está sempre associada com o ser humano, que possui uma participação fundamental no processo de poluição.
“Temos a mania de só culpar o estado, mas o cidadão tem sua responsabilidade e precisa compartilhar ela porque o processo de poluição dos recursos hídricos está também associado com o homem. Toda e qualquer atividade que se faz no entorno de uma bacia hidrográfica tem como receptáculo final no corpo hídrico, nos lagos e nos reservatórios. Por isso, a participação popular nesse processo é fundamental”, afirma o especialista.
Apenas dois pontos da Praia do Meio, em São Luís, estão próprios para banho.
Reprodução/TV Mirante
Segundo Antônio Carlos Leal, os níveis de poluição associados ao consumo de água no mundo fizeram com que órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), a comunidade europeia, e a Unesco apontassem que a falta de água seria o fator controlador da humanidade neste século.
O Maranhão possui uma das maiores variações de maré do país e de acordo com o especialista o fenômeno ajuda a diluir os poluentes que são jogados diariamente na baía de São Marcos em São Luís. Ainda segundo Antônio Carlos Leal, a diferença na coloração da maré está relacionada aos componentes presentes na água que banha as nascentes dos rios no estado.
“A diferença na coloração da maré tem a ver com os rios que desembocam no mar, como o rio Itapecuru e Mearim que carregam uma grande quantidade de sedimentos. Esse componentes dão um tom amarronzado na tonalidade da água que a princípio, pode parecer uma água suja ou poluída, mas que na verdade carrega uma série de nutrientes que tem uma produtividade muito grande nos rios e mares”, explica.
Coloração escura da maré em São Luís está relacionada com os componentes presentes na composição da água.
Reprodução/TV Mirante

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