São Francisco pode se tornar a primeira cidade dos EUA a proibir venda de cigarros eletrônicos


De acordo com o texto apresentado pelo órgão legislativo, o uso dos cigarros eletrônicos se tornou “uma epidemia” entre os jovens. Homem fuma cigarro eletrônico em Chicago; dispositivo é cada vez mais popular nos Estados Unidos
AP Photo/Nam Y. Huh, File
Através de uma votação preliminar realizada na última terça-feira (18), membros da Câmara de Supervisores de São Francisco decidiram suspender a venda, a produção e a distribuição de cigarros eletrônicos na cidade.
Cigarros eletrônico e tradicional têm em comum os riscos da nicotina; entenda os perigos
Para virar lei, a portaria ainda precisa passar por uma votação e também ser aprovada pela agência federal que regula alimentos e medicamentos nos EUA, a FDA – sigla em inglês.
De acordo com o texto apresentado pelos supervisores, o uso dos cigarros eletrônicos se tornou “epidemia” entre os jovens. Caso aprovada e assinada pela prefeita London Breed, as regras impostas pelos supervisores entrarão em vigor em até sete meses.
Apesar de conter menos substancias tóxicas que o cigarro tradicional, ainda não existem evidências científicas sobre as vantagens do cigarro eletrônico. Alguns riscos podem ser iguais ou até maiores do que os do cigarro comum.
Cigarro eletrônico
A principal particularidade do cigarro eletrônico é que ele funciona com baterias e sem a necessidade da queima. É uma espécie de dispositivo “vaporizador” de aromas, sabores e outros produtos químicos: álcool, glicerina e, na maioria deles, nicotina.
Esses produtos são eletrônicos e têm um reservatório de líquido que precisa ser reabastecido esporadicamente. Também têm uma fonte de energia, geralmente uma bateria, e uma ponta aberta por onde o fumante inala o vapor.