Rondônia soma 412 casos da Covid-19 entre indígenas e doença avança por 13 povos


Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) também diz que há 11 óbitos. Bioma acumula 508 mortes, conforme entidade. Povos indígenas de Rondônia já foram atingidos pelo avanço do novo coronavírus, diz Coiab.
Reprodução/Rede Amazônica
O novo coronavírus já avançou por 13 povos indígenas de Rondônia, de acordo com dados mais recentes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). Até 27 de julho, a entidade contabiliza 11 mortes entre indígenas em decorrência do Sars-Cov-2 no estado. Ao todo, são 412 casos confirmados do vírus na região.
Os 13 povos atingidos pelos vírus, segundo a COIAB, são:
Arara;
Cinta Larga;
Karitiana;
Kanoê;
Kassupa;
Mura;
Oro War;
Puruborá;
Paiter Sakirabiat;
Suruí;
Tupari;
Wajuru; e
Zoro.
Balanço da COIAB mostra povos indígenas da Amazônia já atingidos pelo novo coronavírus.
Divulgação/COIAB
O povo Karitiana e Cinta Larga registram, respectivamente, dois óbitos. Mas a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil ainda confirma 10 óbitos, enquanto a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) contabiliza seis.
Nos nove estados que compõem a Amazônia, são 14.070 casos confirmados do novo coronavírus e 508 mortes, segundo a COIAB. No total, 116 povos já foram atingidos pelo Sars-Cov-2. O três estados com mais indígenas infectados são Roraima (1.392), Maranhão (1.264) e Pará (1.145).
O levantamento da COIAB é feito com base em boletins informativos e notas de falecimento emitidas pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, além de relatos de lideranças indígenas, profissionais da saúde indígena e organizações que fazem parte da rede da organização.
Em Rondônia, 13 etnias indígenas registram casos da Covid-19
De acordo com o DSEI Porto Velho, que abrange as cidades de Jaru, Ji-Paraná, Alta Floresta e Humaitá, no sul do Amazonas, há 268 diagnósticos do novo coronavírus. O maior número de caso está em Guajará-Mirim, que soma 174 contaminações.
Em meados de abril deste ano, entidades já alertavam sobre o perigo do avanço do novo coronavírus entre as aldeias do estado. Dom Roque Paloschi, presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), informou à época que o Cimi orienta que os indígenas cumpram com as recomendações das autoridades de saúde de permanecerem dentro das aldeias para evitar a disseminação da doença.
A Fundação Nacional do Índio (Funai) respondeu na ocasião, por meio da assessoria, que se mobiliza para atuar no combate ao novo coronavírus, assim como os demais órgãos do Governo Federal. Também negou que exime das obrigações legais, “sempre primando pelo zelo e atenção em suas ações, as quais repercutem diretamente sob o modo de vida dos indígenas neste momento atípico”.
Ascensão
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) de Rondônia confirmou, nesta quinta-feira (30), dez novas mortes em decorrência do novo coronavírus. Desde o início da pandemia, foram registrados 864 óbitos na região.
O número de diagnósticos soma 38.407: são 773 infecções a mais que o total contabilizado até a noite de quarta-feira (29). Em contrapartida, 29.286 (76,2%) pessoas já estão recuperadas da doença em Rondônia.
A capital Porto Velho continua sendo a cidade com maior número de infectados: são 21.679 diagnósticos da doença e 558 óbitos. Em seguida está Ariquemes com 2.224 casos confirmados, Guajará-Mirim com 2.176 e Vilhena com 1.323 diagnósticos.
A Sesau também divulgou no boletim que há:
417 pacientes internados no total;
123.159 testes realizados; e
1.109 casos suspeitos aguardando resultado no Lacen.
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