Roberta Sá lança oficialmente álbum feito para empresa antes da fama da cantora


Gravado em 2004, o disco ‘Sambas & bossas’ chega ao mercado em junho, em LP e em edição digital, com capa inédita. ♪ Cantora revelada em 2002 ao participar da primeira das quatro temporadas do programa Fama (TV Globo), Roberta Sá começou de fato a chamar atenção no ano seguinte quando gravou de forma graciosa o samba A vizinha do lado (Dorival Caymmi, 1946) para a trilha sonora da novela Celebridade (TV Globo, 2003).
O frescor dessa gravação foi corroborado com a edição do primeiro álbum da artista, Braseiro, em meados de 2005. O que somente os seguidores fiéis de Roberta Sá sabem é que, enquanto Braseiro estava em fase de mixagem, Roberta gravou outro álbum, Sambas & bossas, sob encomenda de empresa multinacional.
Gravado em 2004 no estúdio carioca BitNick, com produção musical e arranjos de Rodrigo Campello (o mesmo nome por trás da arquitetura do celebrado álbum Braseiro), e oferecido como brinde aos clientes e amigos dessa empresa, o disco Sambas & bossas nunca foi lançado de forma comercial no mercado pela cantora, embora as dez faixas do álbum se encontrem disponíveis na internet por vias extraoficiais.
A espera se encerra neste primeiro semestre de 2021. A partir de 4 de junho, o álbum Sambas & bossas ganha edição digital oficial via Altafonte e, na sequência, será lançado pela primeira vez no formato de LP, editado pela empresa Bolachão.
Remasterizado por Renato Alscher no estúdio carioca Corredor 5, o álbum Sambas & bossas chega oficialmente ao mercado fonográfico com capa estilosa, produzida neste ano de 2021 com foto de Pedro Bucher e projeto gráfico de Phillipe Leon.
O lançamento oficial do álbum Sambas & bossas havia sido pedido por seguidores da cantora na série de lives feitas em 2020 por Roberta Sá.
Neste disco, com os músicos Jovi Joviniano (percussão) e Zé Bigorna (flautas), além do produtor musical Rodrigo Campello nas programações e em vários instrumentos (violão, guitarra, cavaco, baixo e teclados), Roberta Sá deu voz sobretudo a sambas – Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944), A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha, 1957), Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), Coisa mais linda (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1961), O sol nascerá (Elton Medeiros e Cartola, 1964), Pressentimento (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, 1968), Essa moça tá diferente (Chico Buarque, 1970) e Alegria (Cartola, 1973) – e à canção Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1966).
Detalhe: foi no disco Sambas & bossas que Roberta Sá gravou pela primeira vez o Samba de um minuto, composição de Rodrigo Maranhão que iria integrar o repertório do consagrador segundo álbum da cantora, Que belo estranho dia para se ter alegria (2007).