RMC projeta 4.920 empregos temporários para Páscoa, mas Acic prevê faturamento abaixo do esperado


Número de vagas é 1,65% maior que o registrado em 2018. Só Campinas projeta 2.475 postos temporários. Acic imaginava que faturamento teria alta de 3% em relação a 2018, mas análise resultou em uma expectativa de 2%. Fábrica de chocolates de Campinas investiu em contratações para a Páscoa deste ano.
Jefferson Barbosa/EPTV
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) projeta a criação de 4.920 empregos temporários para a Páscoa deste ano. Um levantamento da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), feito a pedido do G1, mostra alta na geração de vagas no período nos últimos anos, tanto para a metrópole, quanto para a região.
No entanto, a expectativa de faturamento para 2019 durante o período é menor, segundo a instituição.
“O mercado está mais restrito por causa da conjuntura econômica que estamos vivendo. Houve crescimento da atividade econômica por conta do novo governo, mas parece que nesse início de ano ainda não deu essa demonstração”, explica o economista da Acic, Laerte Martins.
Este ano a Páscoa cai em 21 de abril, e as contratações devem ocorrer a partir do final da segunda quinzena de março.
“Vendedores, vagas no sistema administrativo, caixa, segurança, assistentes de empacotamento. Seriam esses os principais indicadores, e destaque para auxiliar de vendas, justamente porque precisam vender mais”.
Oferta de vagas de emprego
Desde 2016, o número de postos de trabalho cresceu 4,65% na RMC. Passou de 4.701 vagas criadas para as mais de 4,9 mil projetadas para 2019. Em Campinas, a alta no período foi de 3,55%, sendo a variação de 2.390 para 2.475 vagas. Veja no gráfico, abaixo, a evolução do emprego nesta época do ano.
Faturamento
A expectativa é de um faturamento 2% maior do que no ano passado, tanto para Campinas, quanto para a RMC. O percentual ficou abaixo do que a Acic projetava no fim de 2018 para o período da Páscoa.
“A expectativa inicial era de um crescimento próximo a 3%, imaginando que o efeito da economia passasse a ser mais positivo. O que foi mais impactante foi a perda do poder de compra, por causa do desemprego”, explica Martins.
A economia deve movimentar R$ 269,8 milhões na cidade e R$ 533,1 milhões na região este ano. Em relação a 2016, a alta é de 6,13% na cidade e 6,27% na RMC. Veja o desempenho nos últimos anos, abaixo.
Faturamento durante a Páscoa em Campinas e na RMC, entre 2016 e 2019 (projeção)
“Não só os indicadores não cresceram muito, como você tem uma certa redução no nível de confiança na atividade industrial e comercial. O índice de crescimento de janeiro e fevereiro ficou abaixo do crescimento que era esperado. Você tem para este ano uma Páscoa positiva, mas menos positiva do que foi a de 2018”, afirma o economista.
Vendas
Além da venda de ovos de Páscoa, chocolates e seus derivados, a comercialização de peixes, bacalhau e produtos do mar impulsionam o comércio, segundo a Acic.
“O nível de preço terá uma variação média de 6,5% em relação a 2018, cerca de 2,5% acima da inflação de 2018”, afirma o órgão.
Os moradores da região devem consumir 3.450 toneladas de chocolates, 1,5% a mais que em 2018. A Acic estima que o gasto médio do consumidor este ano será de R$ 131, mas destaca que o valor não representa um aumento nas compras, mas, sim, alta nos preços.
“Também tem o impacto no ticket médio. O ano passado foi de R$ 128 e esse ano a nossa pesquisa deu R$ 131, um crescimento mais por questão do crescimento inflacionário, do valor de compra”, define Martins.
Ovos de Páscoa produzidos por fábrica de Campinas.
Jefferson Barbosa/EPTV
Veja mais notícias da região no G1 Campinas