Riscos organizacionais: seguir o manual de segurança é fundamental

Programa Inova 360

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Por Fernando Koda

Nos meus artigos anteriores, começamos a falar sobre a importância da integração do sistema de segurança como condição para sua eficácia. Esse sistema compreende basicamente quatro pontas dos riscos de segurança patrimonial de um empreendimento: os riscos técnicos, humanos, organizacionais e a revisão periódica de todos os processos. Quando uma dessas pontas não recebe o devido tratamento, o risco na segurança patrimonial continuará eminente.

Como já falamos de riscos técnicos e humanos, hoje vamos abordar os riscos organizacionais, que estão diretamente relacionados às tarefas coletivas e individuais da equipe envolvida com a segurança patrimonial, na rotina do condomínio ou empresa.

É necessário estabelecer a padronização destas ações, observando os critérios preventivos e reativos, através de documento criteriosamente desenvolvido chamado manual de normas e procedimentos. O manual de normas e procedimentos, denominado popularmente por cartilha do porteiro ou segurança, é um documento de extrema importância para a organização no que se refere a padronização da qualidade e eficácia nas atribuições diárias dos profissionais envolvidos.

Profissional de segurança deve elaborar o documento

Dois em cada dez condomínios visitados possuem este documento desenvolvido e aplicado da forma correta e apresentando resultados positivos.

Como o próprio nome diz, manual de normas e procedimentos é o mesmo que regras de atuações e comportamentos e deve ser seguido fielmente pelas pessoas envolvidas no setor de segurança da empresa ou condomínio.

É muito importante que um profissional de consultoria em segurança seja constituído para a elaboração deste documento, no qual serão utilizados como parâmetro questões de valores culturais, a filosofia da empresa, bem como ações rotineiras sobre tarefas preventivas, formas de atendimento ao público interno e externo e plano de contingência para situações pontuais. Em síntese, este manual especifica quem deve fazer o quê, quando, por que e por quem, respeitando legislações e condutas éticas vigentes.

Tão importante quanto elaborar é aplicar o manual

O consultor, via de regra, deverá acompanhar todos os processos do setor de segurança patrimonial pessoalmente a fim de se inteirar das minúcias de cada situação e propor a manutenção de algumas atuações ou seu aprimoramento para que o resultado seja o mais adequado e eficaz possível.

Tão importante quanto a elaboração do manual é a sua aplicação, para que não haja ociosidade ou inércia dos membros da equipe quanto ao seu conteúdo. Sabemos que se o documento for simplesmente entregue aos seguranças, certamente, em pouco tempo, se tornará um bloco de rascunho ou um simples objeto esquecido dentro de uma gaveta da guarita ou do setor de segurança.

É imprescindível que seja realizado um treinamento específico com foco na conscientização dos profissionais para que entendam a importância real do manual em suas atribuições na empresa, sempre medindo o nível de compreensão de cada uma das pessoas envolvidas em relação ao seu conteúdo. Obviamente que o processo deve ser aplicado sempre que houver um remanejamento dos membros da equipe, para que absolutamente ninguém fique sem acesso às informações contidas no manual.

Na próxima semana falaremos sobre a importância da revisão periódica, a última e quarta ponta dos riscos envolvidos em um sistema de segurança patrimonial, que também incluí os riscos técnicos, humanos e organizacionais.

 

Fernando Koda assina a coluna “Segurança do Fernando Koda”, no Inova360, parceiro do portal R7. É especialista em segurança patrimonial e está à frente da Implanta Solução em Segurança.

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