Rio sobe mais cedo e invade plantação de juta no Amazonas

Em 2018, a produção chegou a 6,5 mil toneladas. Este ano não deve passar de 2 mil. Rio sobe mais cedo e invade plantação de juta no Amazonas
A subida adiantada da água do Rio Solimões tem prejudicado a plantação de juta no Amazonas. Ela aconteceu em janeiro, 2 meses mais cedo em relação ao ano passado.
Em 2018, a produção chegou a 6,5 mil toneladas. Este ano não deve passar de 2 mil.
Em todo o Amazonas cerca de 7 mil famílias dependem da fibra retirada das plantas. Para quem espera o momento de colher os frutos não está nada fácil. Quando a planta fica muito tempo submersa, pode apodrecer.
O Globo Rural foi até a comunidade Cabaleana, no município de Manacapuru. No quintal de Carlos Alberto Soares, a água invadiu a plantação de juta e de malta: duas fibras bem parecidas e importantes para a região. “Eu perdi aqui mais de 3 toneladas de fibra”, estima.
Além da água, outro problema acabou afetando a colheita. Segundo o agricultor, a semente, entregue por uma cooperativa, foi distribuída fora da época de plantio. Com isso, o desenvolvimento ficou comprometido. A malva, por exemplo, que pode passar dos três metros, não alcançou nem dois.