‘Returnal’ prende jogador em ciclo de morte e aprendizado, diz desenvolvedor


Diretor de narrativa do game, Gregory Louden, fala em entrevista ao G1 sobre um dos primeiros exclusivos do PlayStation 5, lançado nesta sexta-feira (30). Um dos primeiros games exclusivos do PlayStation 5, “Returnal”, chega ao novo console da Sony nesta sexta-feira (30) como uma escolha inusitada à primeira vista. Com inimigos poderosos e clima sombrio, a ficção científica coloca o jogador em um ciclo interminável de lento aprendizado no qual a morte significa o retorno para o começo da jornada.
A mecânica punitiva de repetição é um dos fundamentos de jogos roguelike, considerado por muitos um gênero de nicho – por mais que tenha se popularizado nos últimos anos, em especial graças a sucessos como “Hades”.
A limitação de público não intimidou o estúdio finlandês Housemarque, o mais antigo do país nórdico, fundado em 1995. Com uma equipe de 80 pessoas, a empresa conhecida por jogos de tiro trabalhou no lançamento de “Returnal” nos últimos quatro anos.
“Para nós a ideia era criar algo muito divertido, que os jogadores não iriam querer parar”, conta em entrevista ao G1 o diretor de narrativa do game, Gregory Louden.
“A forma como você enfrenta cada área nova é algo que levamos em consideração. Os chefes em si são também professores. A ideia sempre foi essa, de ensinar novas maneiras de jogar.”
Assista ao trailer de ‘Returnal’
Planeta hostil
No game de tiro em terceira pessoa com toques de terror encontrados em filmes de David Lynch e dos livros de H. P. Lovecraft, o jogador assume o controle de Selene, uma astronauta presa em um ciclo temporal após cair em um planeta hostil.
Com poucos equipamentos à sua disposição, ela deve explorar e enfrentar inimigos selvagens.
Ao avançar pelo ambiente gerado de forma aleatória pelo sistema do jogo, é possível encontrar novas armas e melhorias para o traje que ajudam na sobrevivência.
Mas cada morte, ao contrário do padrão na maioria dos games de tiro, envia a protagonista de volta ao começo.
Desde o início do desenvolvimento, o estúdio trabalhou com algumas ideias base, com uma história cheia de mistério e desafios psicológicos para a heroína.
“Sabíamos que queríamos fazer nosso jogo mais ambicioso até agora. Levar o gênero para um nível superior”, afirma Louden.
“Queríamos também que fosse centrado no personagem. Nessa ideia do que acontece quando você está preso nesse ciclo.”
A astronauta Selene é a protagonista de ‘Returnal’
Divulgação
Só no PS5
A exclusividade no PlayStation 5 significa um desenvolvimento em parceria com a fabricante japonesa. Com isso, “Returnal” se aproveita das novidades do console, como o controle com gatilhos adaptáveis.
Com o ciclo interminável de mortes, o console também ajudou a diminuir as pausas até que o jogador começasse novamente sua aventura.
“Sabíamos que queríamos que o jogo carregasse muito rápido, e isso seria possível sem o SSD. E as respostas do controle, que por exemplo indica quando o tiro alternativo está carregado, ajudam na imersão do jogador”, diz Louden.
“Desde o começo era um game de PS5. Ele não seria possível sem a tecnologia. Isso influenciou na renderização, na maneira como pensamos o design dos mapas e tudo mais.”