Retrospectiva 2019: carros e motos que saíram de linha e os principais lançamentos do ano


Novos Onix e HB20 ‘puxaram’ lista de novidades, ao mesmo tempo que Honda CG 125 e Fusca se despediram. Porsche e Harley-Davidson apostaram nos elétricos, enquanto o Tesla Cybertuck foi do fiasco ao sucesso. Selo Horizontal retrospectiva 2019 – carros e motos
Arte G1
O ano de 2019 foi agitado para carros e motos, não apenas com lançamentos, mas também com modelos importantes que saíram de linha no Brasil e no mercado internacional.
Veja os principais destaques:
Nova geração do Chevrolet Onix e a renovação do Hyundai HB20 movimentaram segmento dos compactos;
12ª geração do Corolla chega ao Brasil, e dessa vez com opção híbrida; rivais Honda, Chevrolet e Volkswagen se atualizaram;
Motos tiveram renovação da Yamaha Lander 250 e Honda PCX 150;
Carros elétricos abaixo dos R$ 200 mil começaram a ser vendidos no mercado brasileiro;
Harley-Davidson e Porsche lançaram seus primeiros veículos elétricos; G1 avaliou o Taycan e a LiveWire.
Tesla bombou com o Cybertruck e teve até “vexame” no lançamento;
Lista do “adeus”: Ford Fiesta, Volkswagen Fusca (mais uma vez), Honda CG 125 e Yamaha Ténéré 250.
Novos Onix e HB20
Chevrolet Onix Premier III
Guilherme Fontana/G1
Não somente por estarem no topo dos carros mais vendidos no Brasil, mas os lançamentos dos novos Onix e HB20 mexeram com o noticiário. Primeiro, veio o Onix Plus, versão sedã do carro que acabou entrando no lugar do Prisma.
O Onix Plus agradou pelo novo motor de 3 cilindros turbo e 6 airbags de série, mas teve um problema logo após o seu lançamento. A montadora suspendeu as entregas do carro por risco de incêndio, informação que foi antecipada pelo G1; depois, um recall foi anunciado e as vendas voltaram normalmente.
Chevrolet Onix Plus
Divulgação/Chevrolet
Apesar do defeito, o Onix Plux, e também o Onix hatch, ficaram com com nota máxima em segurança nos testes de colisão feitos pelo Latin NCap. O Onix, inclusive, em sua opção hatch, chegou às lojas apenas em novembro.
Chevrolet Onix Plus recebe 5 estrelas em teste de colisão do Latin NCAP
Como o segundo carro mais vendido, atrás do Onix, o HB20 também passou por mudanças importantes, apesar de o carro ainda não ser considerado uma nova geração. Também com novidades para o hatch e o sedã, a Hyundai arrumou uma antiga falha na suspensão do modelo, mas também trouxe um visual mais “chocante”.
Hyundai HB20 2020: G1 avalia lançamento
Elétricos chegam de vez
Depois de anunciados no Salão do Automóvel 2018, os carros elétricos com valores abaixo dos R$ 200 chegaram de vez em 2019. Chevrolet Bolt, Renault Zoe, Nissan Leaf e Jac iEV40 já estão disponíveis em algumas lojas do Brasil.
Carros elétricos: quanto rodam, onde recarregar, custo
Para ver como é ter um carro elétrico na prática, o G1 andou com os modelos no dia a dia e tirou dúvidas de autonomia , onde recarregar e gasto.
Novo Corolla no Brasil; rivais se mexeram
A aguardada 12ª geração do Corolla chegou ao Brasil em 2019. Pela primeira vez, o carro traz a motorização híbrida ao país. Com as novidades da Toyota, os concorrentes Volkswagen Jetta, Chevrolet Cruze e Honda Civic também foram renovados.
Toyota Corolla Altis híbrido
Guilherme Fontana/G1
Nova Lander e PCX renovado
Yamaha lança nova geração da Lander 250 com visual inspirado na XT 660R
Além do Salão Duas Rodas 2019, que mostrou muitas novidades que devem chegar ao Brasil em 2020, o ano foi marcado para lançamentos importantes para as motos.
Depois de muito tempo sem grandes mudanças, a Yamaha Lander 250 foi atualizada, seguindo alterações similares à vista um ano antes na Fazer 250. Outro a mudar foi o Honda PCX 150, que é o scooter mais vendido do Brasil.
VÍDEO: novo scooter Honda PCX é avaliado
Harley-Davidson e Porsche viram elétricos
Conhecidas por seus emblemáticos motores à combustão, Harley-Davidson e Posche entraram no segmento dos veículos elétricos em 2019. Nos Estados Unidos, a marca de motos lançou seu primeiro modelo elétrico, a LiveWire, que o G1 avaliou antes da chegada do modelo ao Brasil, que está prevista para 2020.
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Nossa equipe também foi à Alemanha andar no inédito Taycan Turbo S. O modelo chega a 200 km/h em menos de 10 segundos.
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Tesla Cybertuck: do fiasco ao sucesso
O que era para ser um grande marco de seu lançamento, acabou em fiasco. O teste de resistência promovido por Elon Musk não deu certo, e o Cybertruck acabou com os vidros quebrados em sua primeira aparição. Mas passado esse primeiro momento, as encomendas da picape parecem estar bombando, segundo relatou o presidente da Tesla.
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Quem se despede
BMW Série 2 Active Tourer
BMW Série 2 Active Tourer
Divulgação
O Série 2 Active Tourer foi o primeiro BMW com tração dianteira do mundo e causou muita polêmica por quebrar as tradições da marca.
Porém, assim como vem acontecendo com as peruas, a minivan foi “engolida” pela onda dos SUVs e deverá sair de linha no mundo todo, sem sucessor. No Brasil chegou em 2015 e seus estoques acabaram em setembro de 2019, de acordo com a fabricante.
Chevrolet Trailblazer V6
Chevrolet Trailblazer
Divulgação/Chevrolet
A Chevrolet anunciou que “passa a ofertar o Trailblazer Premier exclusivamente na configuração Turbo Diesel, que concentra quase a totalidade das vendas”, retirando assim o modelo com motor V6 a gasolina da linha.
A única versão disponível a partir de agora, a diesel, é também a mais cara e parte de R$ 239.590 — a V6 custava, até sua descontinuação, R$ 196.060.
Chery QQ
Chery QQ
Divulgação
O QQ, até então o carro mais barato do Brasil, deixou de ser produzido na fábrica da Chery em Jacareí, interior de São Paulo. Segundo a fabricante, a descontinuação do subcompacto faz parte da estratégia de focar em SUVs e sedãs.
O modelo era equipado com um motor 1.0 de três cilindros com 75 cavalos de potência e partia de R$ 35.990.
Citroën C4 Picasso
Citroën C4 Picasso
Divulgação/Citroën
A Citroën anunciou no mês de maio a descontinuação da linha C4 Picasso — incluindo a versão de 7 lugares, Grand C4 Picasso. A saída dos modelos pode ter relação com a chegada do C5 Aircross, que deve ser apresentado ao Brasil no início de 2020.
Em nota, a marca disse que “a Citroën passa a priorizar categorias que melhor atendam ao que o consumidor atual procura, como o segmento de utilitários esportivos”. As minivans eram equipadas com motor 1.6 turbo de 165 cavalos.
Ford Fiesta
Ford Fiesta
Divulgação/Ford
Único carro da Ford produzido em São Bernardo do Campo (SP), o hatch deixou de ser produzido com o fechamento da fábrica e não teve sua linha transferida para Camaçari (BA) o lado de Ka e EcoSport.
O Fiesta deixa o mercado brasileiro após 24 anos, quando chegou importado da Espanha. O modelo passou a ser feito no ABC Paulista no ano seguinte, em 1996.
A versão sedã do modelo, que era importada do México, também saiu de linha em 2019.
Ford Focus
Ford Focus
Divulgação/Ford
A grande queda do segmento de hatches médios e as vendas fracas da versão sedã dentro de sua categoria fizeram com que a Ford decretasse o fim da linha Focus no Brasil. Mais do que isso, os modelos tiveram a produção encerrada na Argentina, de onde vinham as unidades brasileiras.
Antes de sair de linha, o hatch era oferecido com motores 1.6 e 2.0, além de transmissões manual e automatizada de dupla embreagem (Powershift). Para o sedã, apenas o motor 2.0 e a transmissão automatizada estavam disponíveis.
Ford Ranger Flex
Ford Ranger
Divulgação
Antes de passar pela reestilização apresentada em junho, a Ranger deixou de ter versões equipadas com motorização flex no Brasil.
Em nota, a marca disse que “reduziu a complexidade da oferta de catálogos da Ranger focando nas versões mais vendidas, a diesel”. Fabrizzia Borsari, gerente da Ranger na Ford, apontou que o motor flex representava apenas 5% das vendas da picape.
O motor flex era um 2.5 16V com 173/168 cavalos de potência (etanol/gasolina) e vinha sempre acompanhado de um câmbio manual de 5 marchas.
Honda CBR 500R
Honda CBR 500R 2016
Divulgação
A moto deixou o portfólio da marca no Brasil. Ela era a variante mais esportiva da família 500, que ainda conta com CB 500F e CB 500X, ambos modelos que continuam a ser vendidos e serão atualizadas em 2020. De acordo com a Honda, o objetivo agora é focar nas “sport” de alta cilindrada. No caso, a CBR 1000R e a futura CBR 650R.
Honda CG 125
Honda CG 125
Raul Zito/G1
Lançada em 1976, a CG 125 é um ícone do motociclismo brasileiro e foi por décadas a mais vendida no país. Ela foi a 1ª moto nacional da Honda, e também o 1º modelo do mundo a ser movido com etanol. Depois, acabou perdendo espaço para a CG 150, que mais tarde se tornaria a CG 160, perdendo para sua “irmã” o posto de mais vendida do país.
A moto saiu de linha por uma decisão da marca que não considerou viável inserir CBS ou ABS nela. Desde o início de 2019, todas motos novas do Brasil precisa ter estes tipos de dispositivo.
Peugeot 208 GT
Peugeot 208 GT
Divulgação
A versão esportiva do Peugeot 208 conquistou fãs no mercado brasileiro, mas teve vida curta: apenas 3 anos entre seu lançamento e seu encerramento.
Equipado com motor 1.6 turbo flex de até 173 cavalos de potência e câmbio manual de 6 marchas, ele encarava rivais como o Renault Sandero R.S. e o “primo” Citroën DS 3.
Peugeot 308 e 408
Peugeot 308
Divulgação/Peugeot
Hatch e sedã deixaram de ser oferecidos no Brasil ao mesmo tempo. A Peugeot confirmou a descontinuação dos modelos médios para “concentrar seus esforços em produtos como 208, 2008, 3008, 5008 e na linha de utilitários”.
As últimas unidades foram vendidas para o público PCD (pessoas com deficiência) com motor 1.6 turbo e câmbio automático de 6 marchas. Não há previsão de substitutos.
Suzuki Burgman i
Outro ex-recordista de vendas, o Burgman i também deixou de ser vendido no país. O maior sucesso do modelo foi quando ainda era carburado, alcançando o posto de scooter mais vendido do Brasil e ajudando a fazer esse segmento crescer. Atualmente, Honda Elite 125 e Yamaha Neo são opções entre os scooters de entrada.
Suzuki Burgman i
Divulgação
Volkswagen Fusca
Último Fusca/Beetle sai da linha de produção da fábrica de Puebla, no México
Divulgação
A Volkswagen anunciou em julho deste ano o encerramento mundial da produção do Fusca após 8 décadas — desde 1935. A última unidade foi produzida no México, no dia 10 de julho.
De acordo com a marca, não há planos para um substituto do Fusca nos próximos anos pelo foco da marca em modelos familiares nos EUA. Quem vai ocupar o lugar do Fusca na fábrica é o SUV Tarek, que também será produzido na Argentina.
Volkswagen Golf 1.0 e 1.4
Volkswagen Golf
Divulgação
No início de 2019, logo após toda a linha Golf passar por mudanças visuais, a Volkswagen encerrou a produção das versões equipadas com motor 1.0 turbo e 1.4 turbo. A marca apontou para o foco nas linhas Polo, Virtus e T-Cross, além da simplificação da gama.
Na época, apenas a versão esportiva GTI permaneceu à venda. Porém, a prática durou pouco. Veja logo mais abaixo.
Volkswagen Golf Variant
Volkswagen Golf Variant 2018
Divulgação
As peruas sumiram do mercado brasileiro e a Golf Variant foi mais uma vítima. Assim como as versões 1.0 e 1.4 do hatch, ela também deixou de ser vendida no Brasil logo após a reestilização feita em 2018. Era vendida exclusivamente com motor 1.4 turbo e câmbio automático de 6 marchas.
Volkswagen Golf GTI
Golf GTI
Divulgação/Volkswagen
A Volks bem que tentou segurar as vendas e a produção nacional do esportivo Golf GTI, mas não deu certo. As vendas baixas e a chegada de uma nova geração no exterior fizeram com que a marca trabalhasse apenas com as unidades já produzidas em estoque.
Ele saiu de cena com motor 2.0 turbo de 230 cavalos para dar espaço ao esportivo híbrido GTE, que promete desempenho semelhante, mas prometendo autonomia de até 939 km.
Volkswagen Spacefox
Volkswagen SpaceFox
Divulgação
Além da Golf Variant, outra perua (também da Volkswagen) saiu de linha em 2019 — esta, porém, declaradamente por causa dos SUVs.
A SpaceFox não teve a mesma sorte de sobrevida do Fox e parou de ser produzida na fábrica da marca na Argentina para dar lugar ao Tarek, SUV médio com lançamento marcado para acontecer até o início de 2021 no Brasil.
Yamaha Ténéré 250
Yamaha Ténéré 250
Yamaha/Divulgação
A Ténéré 250 não saiu de linha por causa da exigência de freios ABS ou CBS. Na verdade, foi uma decisão da Yamaha que, ao atualizar a Lander 250, resolveu parar de produzir a “Ténérezinha”. A ideia da montadora foi levar algumas características da moto para a Lander. A pequena Ténéré era inspirada em modelos de maior cilindrada, como a Ténéré 660 e a Super Ténére.