Renault tem queda nas vendas, mas mantém metas para o ano


Montadora francesa entregou menos carros no 1º trimestre, exceto na Europa. Foco é na continuidade de aliança com a Nissan, após derrocada de Carlos Ghosn. Presidentes da Renault, Thierry Bollore e Jean-Dominique Senard, presidente-executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, e presidente da Mitsubishi, Osamu Masuko
Kim Kyung-Hoon/Reuters
A Renault manteve as metas para o ano todo nesta sexta-feira (26), apesar de queda nas vendas no exterior e recuo da receita em 4,8% no 1º trimestre.
A montadora francesa reiterou que ela e a Nissan estão buscando negociações sobre uma estrutura mais permanente para sua aliança, que foi abalada pela destituição do ex-presidente-Carlos Ghosn, por suposta má conduta financeira.
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A receita trimestral da Renault caiu para 12,527 bilhões de euros entre janeiro e março, ficando um pouco abaixo do esperado pelos analistas de mercado.
As vendas foram 5,6% menores, com 908.348 veículos, atingidas pela saída da montadora do Irã no ano passado, sob ameaça de sanções dos EUA. Com isso, as entregas da Renault na África, Oriente Médio e Índia baixaram 31%.
O volume de vendas caiu 5,3% na região das Américas e 18% na região Ásia-Pacífico, incluindo a China. Só houve alta, de 2%, na Europa.
O chefe de vendas da Renault, Olivier Murguet, ex-presidente da montadora do Brasil, disse que o mercado mundial de automóveis contraiu 7,2% no período. “Nesse contexto, a Renault superou o mercado”, concluiu.