Produtor de Piedade investe em pimentas exóticas


Plantação inclui até variedade que é considerada a mais ardida do mundo. Produtor de Piedade (SP) investe em pimentas exóticas
Reprodução/ TV TEM
O vermelho vivo das pimentas se destaca na lavoura de Paulo Sérgio Pedroso. Ele produz três tipos de pimenta. A única que falta ser colhida é a dedo de moça. A produção, que vai até final de abril, deve ser de 70 caixas por semana. Tudo é vendido na Ceagesp de São Paulo.
Se por um lado a produção é considerada boa, o preço não agrada. O agricultor diz que a caixa de 15kg, que foi comercializada a R$100,00 na safra de 2018, este ano saiu por R$30,00.
Piedade (SP) tem 35 produtores de pimenta. O interesse pelas sementes exóticas vem crescendo. Há 10 anos, Ubaldo Angelini cultiva variedades que não são comuns no Brasil. Ele estudou o mercado, deu os primeiros passos e o negócio evoluiu com o tempo.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 28/04/2019)
Produtor de Piedade (SP) investe em pimentas exóticas
Entre as variedades está a mexicana ancho, também conhecida como poblano. Ela tem como característica o tamanho (maior do que a maioria das pimentas) e o sabor suave. Já a variedade carolina reaper é pequena, parece murcha, mas é conhecida atualmente como a pimenta mais ardida do mundo e está no Livro dos Recordes. Na hora de colher, ela deve ser manuseada pela haste (pedúnculo), pois pode provocar ardência.
A maior parte da produção de Ubaldo é de pimentas peruanas. Por ano, são colhidas de 4 a 6 toneladas de ají amarillo, que responde por 2/3 do plantio.
O cultivo foi adaptado ao clima da região, ao solo e às necessidades do agricultor. As pimentas são cultivadas em estufas, o que garante um melhor rendimento.
Ubaldo conta que o mercado cresceu nos últimos anos. No começo, vendia apenas para São Paulo. Hoje em dia, a mercadoria vai para o Nordeste, Centro-Oeste e para o Sul.
Quase todas as pimentas são processadas. Elas são lavadas e cortadas para retirar as sementes. Depois de cozidas, passam pelo liquidificador. O despolpador finaliza o processo. O resultado é uma pasta bem lisa. As polpas ainda são ensacadas e congeladas.
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