Procura por cursos tecnológicos reflete novo comportamento 

Aumenta o interesse de jovens por graduações tecnológicas, mais curtas

Aumenta o interesse de jovens por graduações tecnológicas, mais curtas
Agência Brasil / EBC

O mais recente Censo da Educação Superior, publicado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura), confirma um crescimento gradual no número de matrículas e ingressos em graduações tecnológicas. Mais do que isso, mostra o novo comportamento dos estudantes, que além de optarem pelo curso de menor duração, também estão cada vez mais afirmando a tendência de que o ensino a distância irá bater de frente com o presencial. Tudo isso traduz a nova visão de mercado de trabalho, de comportamento e da relação estabelecida com o jovem profissional.

Mesmo ainda atrás dos cursos de bacharelado (60,1%) e de licenciatura (20,1%), o aumento na procura por cursos tecnológicos é notável e deve fazer com que o grau ultrapasse a licenciatura, em ingressos, no próximo biênio. O censo divulgado pelo MEC em 2017 traz evidências relativas a isso.

Tanto na quantidade de novas matrículas, quanto no crescimento em relação ao total, os cursos tecnológicos vêm mostrando sua eficácia. Levando-se em conta os últimos 10 anos, o número de ingressos mais do que dobrou, saindo de 281.426 estudantes para 617.317. Talvez o dado mais impressionante seja o do ensino a distância, já que 46% desses 617 mil se inscreveram para estudar nessa modalidade.

Isso tudo é uma prova de que não só o jovem quer se formar em menos tempo (um tecnológico leva de 2 a 3 anos e um bacharelado de 4 a 6), como também quer conciliar seus estudos com o horário de trabalho. Como a entrada no mundo profissional vêm ocorrendo cada vez mais cedo, a melhor forma de se lidar com ambas as frentes é estudando quando e onde lhe for mais conveniente – algo oferecido na maior parte dos cursos EAD.

Na comparação abaixo, pode-se observar não só o crescimento de 119,4% no período de 10 anos (2007-2017), como também a evolução em relação ao total de matrículas. Confira:

2007 – 281 426 (15,8%) – não divulgado quantos ingressos foram na modalidade a distância.
2013 – 521.766 (19,1%), 37,1% a distância
2015 – 617.468 (17,7%), 45,4% a distância
2017 – 617.317 (19,1%), 46% a distância

Esses números podem ter uma explicação. Em 2017, 2.448 instituições de ensino superior estavam cadastradas no MEC. Esse inchaço gerou quase 10 milhões de vagas abertas e pouco mais de 8 milhões de matrículas Ou seja, ter uma graduação no currículo está se tornando comum e, muitas vezes, o diferencial acaba sendo uma pós-graduação, o que pode ser feito depois que o aluno conclui um tecnológico

Efetividade é a palavra que define um curso na modalidade tecnológica. Por um valor e duração menores que um bacharelado, a relação custo-benefício acaba sendo muito mais vantajosa. Sem falar que um tecnólogo, por ter tido mais ênfase na parte prática, forma-se com conhecimentos precisos naquilo que o mercado de trabalho vem exigindo nos últimos anos.

Um teste vocacional é uma boa pedida para saber em qual área você poderia se encaixar. No entanto, nem todas as profissões podem ser seguidas através de um curso tecnológico. Para se ter uma ideia, veja abaixo quais são os 10 mais procurados, segundo o censo de 2016:

1º Gestão de recursos humanos
2° Empreendedorismo
3° Análise e desenvolvimento de sistemas
4° Gestão logística
5º Marketing e propaganda
6° Gestão financeira
8º Estética e cosmética
9° Administração pública
10° Gestão ambiental

Praticidade e flexibilidade vêm sendo fundamental na vida de um estudante. Instituições pioneiras nos cursos tecnológicos tiveram a percepção de que há a necessidade de se aprender algo, que dará artifícios para chegar no mercado de trabalho pronto para lidar com o que é pedido. O modelo foi seguido por grandes universidades, faculdades e centros universitários e, dessa forma, essa modalidade cresceu. Quando se une isso à graduação a distância, isso pode ser a fórmula perfeita e que muitos buscam.