Procura pela raça Angus leva otimismo ao setor de inseminação artificial de bovinos

Criador está investindo mais na qualidade genética do rebanho. Cresce venda de sêmen bovino
A busca de criadores de bovinos pela raça europeia Angus tem trazido otimismo para o mercado de sêmen de bovinos no Brasil.
Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial, a Asbia, o país vendeu mais de 13,8 milhões de doses em 2018. O número é 14% mais alto do que o de 2017.
Para Diego de Carvalho, gerente comercial de uma central de coleta de sêmen em Campo Grande, este deve ser mais um ano positivo.
Para Diego de Carvalho, gerente comercial de uma central de coleta de sêmen em Campo Grande, este deve ser mais um ano positivo. “Nós tivemos um crescimento de 20% nas vendas sobre 2017, e as perspectivas para 2019 não são diferentes”, diz.
Mistura
A busca pelo gado Angus é reflexo de uma exigência maior dos criadores, principalmente no Centro-Oeste do país.
Eles têm feito inseminação artificial em vacas da raça Nelore. Os animais frutos desses cruzamentos são chamados de Meio Sangue, e possuem características que prometem mais rentabilidade aos criadores.
Os resultados podem ser vistos na fazenda da pecuarista Ana Paula Santin, de Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul. Há 8 anos, ela investiu no melhoramento genético, com o objetivo de aumentar os ganhos em peso e qualidade da carne. Agora, os animais são abatidos 12 meses mais cedo, gerando uma economia anual de R$ 300 por cabeça.
“São animais que em um curto período de tempo, a gente consegue extrair um material de carcaça e marmoreio muito superior”, afirma a pecuarista.