Priscilla Alcantara vence ‘The Masked Singer’: Unicórnio foi de estrelinha da TV a popstar gospel


G1 relembra trajetória da cantora de 25 anos. Após vitória no programa, objetivo dela é cantar em festivais repertório pop com letras sobre ‘romance, término, celebração e curtição’. Priscilla Alcantara foi a vencedora da primeira edição do programa “The Masked Singer”. A cantora paulista de 25 anos tirou a máscara de unicórnio e comemorou a vitória, nesta terça-feira (19).
Ela disputou a final contra três outros famosos: a atriz Jéssica Ellen, que foi a gata espelhada, a também atriz Cris Vianna, fantasiada de arara, e o ator Nicolas Prattes, que foi o monstro.
Antes do programa, ela lançou cinco álbuns em 12 anos de carreira voltada ao gospel. Ou ao “pop cristão”, como sempre costumava retificar.
Agora, o pop cristão virou apenas pop, com direito a apresentações vestida como Unicórnio no programa da TV Globo. Lançado em agosto, o EP “Tem Dias (Expansão)” foi outro marco deste início de nova era (ouça músicas e entrevista no podcast acima).
Priscilla Alcântara fala sobre sua ‘transição’ da música gospel para o pop
Priscilla foi apresentadora do programa “Bom Dia e Cia” por oito anos e vem desconstruindo a imagem de ex-estrela mirim voz de canções religiosas. Lucas Silveira, da Fresno, é o encarregado de ajudá-la no que ela chama de “transição”.
Dentre as músicas mais recentes, “Boyzinho” chama atenção: é um pop eletrônico com certa quentura nos versos.
“Compor sobre romance, sobre término, sobre celebração e curtição sempre foi algo que esteve comigo, porque é parte da experiência humana. Eu sou crente, mas eu também sou gente”, explica Priscilla ao g1 (veja entrevista e clipes no vídeo acima).
Em 2019, g1 acompanhou rotina de Priscilla Alcantara
Em 2020, ela falou de live com covers de RBD e Spice Girls
Priscilla Alcântara e Yudi Tamashiro apresentaram o ‘Bom Dia & Cia’, do SBT, entre 2005 e 2013
Roberto Nemanis/SBT/Divulgação
Priscilla conta ainda que, nos últimos quatro anos, vem conversando sobre essa mudança com os fãs. “Venho desmistificando alguns tabus que a gente da Igreja sempre carregou, por conta da religião.”
Para ela, a “grande mágica” de escrever e lançar músicas é escrever algo que faça sentido na vida de alguém que ela nunca viu na vida.
“De forma alguma nesta mudança de gênero musical, eu vou me mudar ou me transformar em algo que altera a minha identidade.”
“Só vai alterar o tipo de temática que as pessoas vão me ouvir cantando e que é uma coisa que eu sempre conversei sobre isso com meu público. Eu não queria fazer essa transição como uma ruptura, algo que de repente decidi mudar.”
Em breve, no Rock in Rio?
A cantora Priscilla Alcântara
Divulgação/Rodolfo Magalhães
Com essas mudanças de repertório, é natural que os palcos também mudem. Será que veremos Priscilla em um festival como o Rock in Rio ou Lollapalooza?
“Esse é o meu maior sonho atualmente”, responde ela, animada. “Meu maior sonho profissionalmente falando é estar nesses palcos dos grandes festivais. Eu sempre falei para as pessoas.”
“Teve um episódio, anos atrás, quando eu fui no Lollapalooza e os crentes não gostaram de me ver [na plateia] e causou mó bafafá e não sei o quê”, lembra ela.
“E a minha resposta foi: ‘gente, se vocês estranham eu dentro no Lollapalooza, imagina quando eu cantar no Lollapalooza,’ porque isso vai acontecer um dia”, completa ela, rindo.
“Eu não vejo a hora de pensar em uma forma de apresentar realmente as minhas ideias e a nova imagética, uma nova composição de palco, talvez com dançarinos, que é uma coisa que eu nunca trouxe, quem sabe.”
A cantora Priscilla Alcântara
Divulgação/Rodolfo Magalhães