Previsão de vagas para o Censo 2020 leva em conta aumento de produtividade, diz IBGE

Foram liberadas esta semana pelo governo 234,4 mil contratações para o Censo 2020; a distribuição das vagas será por todo o país e temporários começam a trabalhar a partir de janeiro. G1 no BDMG: Governo autoriza IBGE a contratar 234 mil temporários para o Censo 2020
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta semana a contratação de 234,4 mil profissionais temporários para o Censo 2020, sendo 196 mil para recenseador, que coletará as informações entre a população. O órgão afirmou que os aprovados começarão a trabalhar a partir de janeiro de 2020. O prazo de duração dos contratos é de 1 ano, podendo ser prorrogado em caso de necessidade.
O prazo para lançar o edital, que trará as regras do processo seletivo, requisitos e detalhes dos cargos, é de seis meses, mas, para dar tempo de contratar os profissionais, o documento deve ser divulgado bem antes do prazo máximo para a realização das inscrições, das provas e publicação da lista de aprovados. Porém, é preciso escolher a banca examinadora responsável por organizar todo o processo seletivo, que será feita por meio de processo de licitação.
Questionado se houve redução no número de vagas para o próximo Censo, já que em 2009 a autorização contemplou quase 192 mil vagas para recenseador, e neste ano são 196 mil vagas, ao passo que houve aumento da população, o IBGE respondeu que “o número aprovado é o limite máximo de agentes temporários a serem contratados”.
A última edição do Censo foi realizada em 2010. O IBGE estima que, desde então, a população tenha aumentado em cerca de 10,4%.
“A intenção do IBGE é aumentar a produtividade dos recenseadores para contratar o menor número que permita a realização da operação com qualidade”, informou.
Em abril, o IBGE divulgou que o Censo seria menos custoso, cogitando corte de gastos estimado em 25%, mas na semana passada o instituto disse que ainda não sabe quanto vai receber a menos.
Em entrevista exclusiva à GloboNews, a presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, afirmou que, mesmo se não houvesse restrição orçamentária, o questionário do Censo 2020 seria reduzido.
A mudança, segundo ela, visa a eliminar a duplicidade de dados entre diversas pesquisas, que ela vê como “um acinte aos recursos públicos”, e um questionário mais curto garante maior atenção de quem está sendo pesquisado.
Presidente do IBGE diz que questionário do censo seria reduzido mesmo sem corte na verba
Mais cargos previstos
Na autorização para contratação, os cargos previstos são em maior número em comparação com o edital de 2009. O IBGE informou que para o Censo 2020, haverá o cargo de coordenador censitário de subárea, que não havia nos demais, devido “à redução do quadro de pessoal”, sem dar maiores detalhes. Haverá ainda codificadores e pessoal para call center para atendimento às dúvidas dos cidadãos, outra novidade em relação a 2009.
Segundo o IBGE, a distribuição das vagas será por todo o país.
Para todos os cargos desta última autorização, a exigência será de nível médio. A única exceção é o recenseador, que terá exigência de nível fundamental. Veja a lista:
Coordenador Censitário de Subárea 1: 600
Coordenador Censitário de Subárea 2: 850
Agente Censitário Operacional: 1.760
Supervisor (call center): 4
Agente Censitário Municipal: 6.100
Agente Censitário Supervisor: 23.578
Codificador Censitário: 120
Recenseador: 196.000
Supervisor PA: 1.304
Recenseador PA: 4.100
Outra autorização de abertura de vagas para o Censo 2020 foi dada no dia 30 de abril para 400 vagas de analista censitário, que serão contratados a partir de setembro de 2019 para as etapas de planejamento, acompanhamento e suporte especializado.
Censo 2010
O último concurso para o Censo foi em 2009 e 2010 – 191.972 vagas foram abertas para recenseador, e outras 33.012 vagas foram para agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente censitário municipal, agente censitário regional e agente censitário supervisor. A banca organizadora foi a Fundação Cesgranrio.
Os recenseadores foram pagos por produtividade, e a remuneração média variou de acordo com o local de trabalho – ficou entre R$ 800 e R$ 1.600. Se candidataram para as vagas 1.051.582 candidatos.