Previdência: Guedes se diz preparado para ceder ‘em algumas coisas’ e não ceder em outras

Ministro deu entrevista para a Central GloboNews. Proposta está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (17) que o governo tem uma estratégia de negociação para a aprovação do texto da reforma da Previdência no Congresso e que está preparado para ceder em alguns pontos, mas não quis dizer em quais.
“Temos uma estratégia de negociação [com o Congresso] e a gente está preparado para ceder em algumas coisas e não ceder em outras”, disse Guedes em entrevista à Central GloboNews.
O texto da reforma da Previdência está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. As sessões da comissão vêm sendo marcadas por muita confusão e discussão envolvendo parlamentares da base governista, da oposição e representantes do governo Bolsonaro.
Reforma da Previdência: entenda a proposta ponto a ponto
A previsão era que o parecer do relator, deputado Marcelo Freitas (PLS-MG), fosse votado nesta quarta na CCJ, mas a votação foi adiada para a semana que vem por falta de acordo.
Mais cedo nesta quarta, Guedes afirmou que o adiamento da votação do parecer sobre a reforma da Previdência foi motivado por “pequenos desajustes” e pela “relativa inexperiência” de novos deputados da base governista.
Na entrevista à GloboNews, o ministro voltou a admitir que “há problemas de coordenação” da base governista do Congresso, mas disse que ela “está melhorando”.
Política de preços da Petrobras
Guedes voltou a ser questionado sobre as críticas que o presidente Jair Bolsonaro recebeu por intervir para que a Petrobras adiasse a aplicação de um reajuste no preço do diesel, na semana passada.
Conforme já havia dito antes, Guedes disse que Bolsonaro estava apenas buscando informações sobre o reajuste, mas admitiu que o presidente não agiu “da melhor forma” no episódio.
“Aconteceu da melhor forma? Não, é claro que não”.
Autonomia
Questionado se esperava ter mais autonomia, como dizia o presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, Guedes disse que não tem, até o momento, do que reclamar.
“Eu não posso me queixar. Eu não fui atingido na minha autonomia.”