Preços do petróleo tocam máxima de 2019 com intenção dos EUA de pressionar exportação do Irã


A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que compradores de petróleo iraniano precisam encerrar as importações em breve ou enfrentarão sanções. Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã
Raheb Homavandi/File Photo/Reuters
Os contratos futuros do petróleo avançavam para as máximas de 2019 nesta segunda-feira (22), com os Estados Unidos pressionando as exportações iranianas, o que tende a apertar a oferta global.
O petróleo Brent subia US$ 2,14, ou 2,97%, a US$ 74,11 por barril, às 9:31 (horário de Brasília).
O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 1,76, ou 2,75%, a US$ 65,76 por barril.
A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que compradores de petróleo iraniano precisam encerrar as importações em breve ou enfrentarão sanções. “Isso traz muito mais incerteza em termos de oferta global”, disse Olivier Jakob, analista da Petromatrix. “É uma surpresa de alta para o mercado.”
Em novembro, os EUA voltaram a impor sanções às exportações de petróleo iraniano depois que o presidente Donald Trump se retirou unilateralmente de um acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis potências mundiais.
Washington, no entanto, concedeu isenções aos oito principais compradores do Irã –China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Turquia, Itália e Grécia–, permitindo-lhes compras limitadas por seis meses.
Outra queda nas exportações iranianas apertará ainda mais a oferta em um mercado já afetado pelas sanções dos EUA contra a Venezuela, além de cortes liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
Quem é afetado pelas sanções que os EUA impõem ao Irã
Notícia do “Washington Post” revela que o governo norte-americano vai suspender as isenções de sanções concedidas a alguns importadores de petróleo iraniano no final do ano passado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, quer acabar com as isenções para exercer “máxima pressão econômica” sobre o Irã, cortando suas exportações de petróleo e reduzindo sua principal fonte de receita a zero.
A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, disse estar disposta a compensar a potencial perda de fornecimento, mas que primeiro precisará avaliar o impacto antes de impulsionar sua própria produção.
Nesta segunda-feira, o secretário de Estado Mike Pompeo anunciará “que, a partir de 2 de maio, o Departamento de Estado não concederá mais isenções a qualquer país que esteja importando petróleo iraniano”, disse o colunista do Washington Post Josh Rogin em sua matéria citando duas autoridades do Departamento de Estado que ele não identificou.