Polícia prende grupo que sequestrou, torturou e tentou matar colega de facção em Roraima


Vítima sobreviveu porque se fingiu de morta e pulou de carro em movimento. Outros três suspeitos também foram indiciados por participação no crime. Aldreza da Silva, Gislane Gomes, Lauriene Pimentel, e Charlyton Lima foram presos em flagrante
Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil prendeu nessa segunda-feira (16) quatro pessoas suspeitas de participarem do sequestro seguido de tortura e tentativa de homicídio de um jovem de 20 anos conhecido como ‘Kadosh’.
Foram presos Charlyton Lima dos Santos Júnior vulgo Big Max, responsável pela contenção e cativeiro da vítima, Lauriene Pimentel da Cunha, vulgo Soberana ou Pelegrina, responsável pela tortura psicológica, cativeiro e tentativa de execução, Gislane Gomes Vieira, vulgo Anjinha e Aldreza Márcia da Silva Pimentel, vulgo Pimentel, ambas responsáveis pela tortura psicológica e cativeiro.
Segundo a polícia, a ordem para execução de ‘Kadosh’ partiu de dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo e foi dada por um líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A justificativa era de que ele teria ajudado o integrante de uma facção rival que seria executado pela organização.
Ele, de acordo com polícia, passou por um tribunal do crime, foi torturado psicologicamente, esfaqueado durante os cinco dias em que esteve em cativeiro, e também baleado no pescoço.
A vítima só conseguiu escapar da execução, na sexta-feira (13) porque se fingiu de morta e pulou do carro em que estava para ser levado ao Anél Viário, região na zona Oeste de Boa Vista, onde corpos são constantemente encontrados. Após fugir, ‘Kadosh’ foi para o hospital e depois à polícia.
Os quatro infratores identificados pela polícia e reconhecidos pela vítima foram autuados pelo crime de organização criminosa, sequestro e cárcere privado e de tentativa de homicídio qualificado.
Eles foram presos por agentes da Delegacia Geral de Homicídios (DGH), do 5º Distrito Policial e do Grupo de Repressões as Ações Criminosas Organizadas (Graco).
Ainda de acordo com a polícia, foram indiciados também Endson Silva de Oliveira, vulgo Bebezão ou Prioridade, responsável pela tentativa execução da vítima e autor do disparo, Anderson dos Santos Jorge vulgo Barti, responsável pela contenção e cativeiro, e Edson Silva e Silva, vulgo Cadu mandante e coordenador.
Além deles, outros dois jovens já tinham sido presos na sexta-feira (13), data em que a vítima conseguiu escapar do grupo.
O flagrante dos quatro suspeitos foi lavrado pela delegada Magnolia Soares, atuando pelo GRACO, e os suspeitos encaminhados para audiência de custódia.

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