Pobreza na Argentina aumenta e chega ao maior nível desde a crise de 2001


Ao todo, 8,9 milhões de pessoas nos 31 maiores centros urbanos se encontram abaixo da linha de pobreza, segundo instituto de pesquisa estatal do país. O índice que mede a pobreza na Argentina subiu para o patamar de 32% no segundo semestre de 2018, com 6,7% da população em estado de indigência, informou nesta quinta-feira (28) o estatal Instituto de Estatísticas.
Ao todo, 8,9 milhões de pessoas nos 31 maiores centros urbanos se encontram abaixo da linha de pobreza, informou o estudo da entidade. A medição não inclui a pobreza em zonas rurais.
Trata-se da cifra mais alta desde a crise econômica de 2001. No segundo semestre de 2017, a pobreza atingia 25,7% da população, e no primeiro semestre de 2018, 27,3%.
Argentinos protestam na avenida 9 de Julho, em Buenos Aires, contra políticas do presidente Mauricio Macri,
Juan Mabromata/AFP
A Argentina entrou em recessão em 2018, ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 2,5%, a inflação atingiu 47,6% e o desemprego fechou o ano em 9,1%.
Para enfrentar a crise, o governo do presidente Mauricio Macri fez um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por US$ 57 bilhões e prometeu fazer um ajuste para alcançar o equilíbrio fiscal neste ano.
De acordo com um estudo da Universidade Católica publicado nesta semana, em 2018 “os mais empobrecidos foram os trabalhadores e as classes médias baixas”.
“Talvez muitas pessoas tivessem problemas de carências multidimensionais estruturais, mas agora se somou a incapacidade monetária em setores de consumo para cobrir a cesta básica total”, informou a universidade.