Plácido Domingo nega ter cometido abuso de poder enquanto dirigia teatros de ópera nos EUA


Tenor espanhol rebateu acusações em entrevista à AP. Domingo faz campanha para limpar seu nome após denúncias de assédio sexual. O tenor Plácido Domingo, em 2018
Shannon Stapleton/Reuters
O tenor espanhol Plácido Domingo negou ter alguma vez cometido abuso de poder durante sua gestão de dois teatros de ópera dos EUA, em entrevista à Associated Press neste domingo (23).
Acusado de assédio sexual por várias mulheres em setembro de 2019, ele está em campanha para limpar seu nome depois que duas investigações encontraram acusações credíveis que ele havia envolvido em “conduta inadequada” com várias mulheres ao longo de décadas.
Domingo evitou perguntas diretas sobre se ele alguma vez assediou mulheres sexualmente. As acusações prejudicaram sua carreira nos Estados Unidos, bem como na Espanha.
“Eu ‘nunca prometi um papel a um cantor, nem nunca aceitei o papel de um cantor”, disse ele. “Passei minha vida inteira ajudando, e você sabe, incentivando e impulsionando as pessoas”.
Ele acrescentou que as responsabilidades dentro das companhias de ópera são divididas, o que significa que ele nunca teve o único controle sobre as decisões de elenco.
Em fevereiro ele chegou a pedir perdão, lamentando o sofrimento causado e que assume “toda a responsabilidade” por seus atos.