PF deflagra operação contra grupo criminoso que fraudava o INSS 

Operação Púnico, da PF

Operação Púnico, da PF
Reprodução Polícia Federal de São Paulo

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta terça-feira (17) a operação Púnico para desarticular um grupo criminoso especializado em inserir dados falsos nos sistemas de informação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e criar benefícios a pessoas que não tinham direito a eles. Após descoberto o esquema, servidores passaram a ser ameaçados para permitir a continuidade das fraudes.

Estão sendo cumpridos 1 mandado de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 3 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Santo André. Todos os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Federal de Santo André.

A PF agiu em conjunto com o INSS, o Ministério Público Federal e a COINP (Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda).

O inquérito policial teve início no dia 22 de março deste ano, com a informação de que a chefe da agência da Previdência Social em Santo André estava sendo ameaçada após ter descoberto um esquema criminoso envolvendo um servidor lotado naquela mesma agência e de ter, em razão disso, cortado seu acesso aos sistemas de inserção de beneficiários. As ameaças haviam se iniciado no dia seguinte ao corte do acesso. Após algum tempo, o gerente-executivo também começou a receber ameaças por telefone. As ameaças de agressão e morte mencionavam familiares.

A pedido da PF, o INSS realizou uma breve varredura nas atividades do servidor e constatou 12 benefícios que ele havia processado. Dessa análise, 100% dos benefícios tinham indícios de fraude. A COINP aprofundou a análise dos casos e verificou outras fraudes envolvendo o grupo investigado.

Em ação simultânea, a Advocacia Geral da União protocolará ação de improbidade administrativa e representará pelo bloqueio patrimonial em âmbito civil.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas informatizados da União, estelionato contra a União, ameaça e organização criminosa, com penas que variam de 1 mês a 13 anos e 4 meses de prisão.

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