Peugeot Citroën vai usar impressora 3D para fazer protetores faciais para combate ao coronavírus no Brasil


Além da PSA, Chevrolet promete consertar respiradores quebrados do Brasil. Volkswagen vai doar máscaras e emprestar veículos para prefeituras de 4 cidades. Protótipo de protetor facial produzido pela PSA em Porto Real, RJ
Divulgação
As montadoras de veículos encontraram outras formas de utilizar sua força de trabalho e estrutura durante a paralisação de suas fábricas em decorrência da pandemia do coronavírus.
A PSA, dona das marcas Peugeot e Citroën, vai deixar de produzir modelos como 2008 e C4 Cactus e adaptar algumas instalações da fábrica de Porto Real (RJ) para a confecção de protetores faciais, que serão doados para autoridades de saúde dos municípios da região.
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O protetor é considerado um equipamento de proteção individual, ou EPI, e é usado por profissionais que trabalham em hospitais no combate ao coronavírus.
A ideia surgiu do gerente geral da fábrica da PSA, Charles Costa. Ele assistiu à reportagem exibida pelo Jornal Nacional da última segunda-feira (23), que mostrou um projeto de uma universidade do Rio de Janeiro que usa impressoras 3D para produzir os protetores.
Ele, então, lembrou-se que a unidade de Porto Real tinha um equipamento do tipo, que ficaria ocioso, já que a fábrica será paralisada em decorrência da pandemia.
“Depois de ver a reportagem, pesquisei no celular e encontrei o projeto. Consegui baixar o desenho, e, no dia seguinte, passei para um colaborador que cuida da impressora da fábrica. Conseguimos imprimir um protetor de teste”, conta.
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Com o sucesso na primeita tentativa, Costa procurou o diretor da fábrica, que apoiou o projeto.
Normalmente, a impressora da fábrica é usada na confecção peças experimentais para veículos que ainda não foram lançados.
No caso dos protetores faciais, observou-se que a impressora era capaz de produzir duas das quatro peças necessárias.
O terceiro componente, assim como o corte das peças, seriam feitos na cidade vizinha de Resende, pela Fablab, uma oficina escola para estudantes técnicos, fruto da parceria do Senai com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.
A quarta e última peça, um elástico, será comprada de um fornecedor externo pela PSA. A fabricante também ficará responsável pela montagem da peça.
Quatro funcionários ficarão responsáveis pela produção dos protetores. Eles serão entregues higienizados e já embalados de forma correta.
“Até o final da semana, queremos entregar o primeiro lote”, disse o gerente. Ainda não há uma definição de quantos protetores serão feitos.
GM vai consertar respiradores e Volks emprestará carros
A General Motors, dona da Chevrolet, líder de vendas no Brasil, anunciou a intenção de consertar todos respiradores que atualmente estão fora de uso. Segundo a GM, já foram mapeados 3 mil aparelhos nessa situação em todo o país.
A iniciativa foi tomada em conjunto com o Ministério da Economia, o Senai e a Associação Brasileira de Engenharia Clínica, e também envolve outras fabricantes, que não tiveram os nomes informados.
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Até o momento, não há definição de como a manutenção será feita.
“Neste momento, em paralelo ao levantamento que está sendo feito do número, localização e modelo dos equipamentos parados, estamos treinando virtualmente nosso corpo técnico voluntário e preparando salas nas operações da GM no Brasil para realizarmos os reparos na semana que vem”, disse, em nota o gerente de inovação da GM, Carlos Sakuramoto.
A Volkswagen, vice-líder de vendas no Brasil também anunciou medidas para auxiliar no combate ao coronavírus. Por enquanto, as ações são de empréstimo de veículos e doação de máscaras.
Nesta quarta-feira (25), a montadora disse que vai doar 2 mil máscaras do tipo PFF-2 para as prefeituras de São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR), cidades onde a Volks tem fábricas.
De acordo com a empresa, elas são “parte do estoque da companhia e eram de utilização na linha de produção”.
A Volks também vai emprestar 100 veículos para as cidades, e também para o governo do estado de São Paulo.
O objetivo é que os automóveis sejam usados para “deslocamento de médicos e enfermeiras, bem como transporte de medicamentos e equipamentos de saúde”, disse a empresa, em nota.
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