Pesquisadores da UFJF participam de projeto para produção de respiradores


O ‘Inspirar’ tem o objetivo desenvolver e disponibilizar ventiladores pulmonares inteligentes, em larga escala no menor prazo possível. Pesquisador da UFJF, Bruno Pinheiro, em projeto para produção de respiradores
Divulgação
Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão participando do “Projeto Inspirar”, idealizado pela empresa belo-horizontina Tacom. O objetivo é a produção de ventiladores pulmonares inteligentes, em larga escala no menor prazo possível.
Os respiradores são utilizados para o tratamento de uma das complicações mais preocupantes da Covid-19, a insuficiência respiratória. Em alguns casos a inflamação pulmonar não permite que a pessoa consiga respirar sozinha, necessitando de ventilação mecânica para sobreviver.
O grupo do Núcleo de Pesquisa em Pneumologia e Terapia Intensiva da Faculdade de Medicina da UFJF, é coordenado por Bruno Pinheiro, que aponta que as parcerias foram instituídas em função das necessidades para a idealização da confecção dos ventiladores mecânicos.
Com a alta demanda por respiradores por causa da pandemia do novo coronavírus, profissionais de saúde e empresários mineiros se uniram no projeto para suprir Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) com esses equipamentos.
A ação conta com a participação de diferentes empresas mineiras, cada uma com as competências próprias e com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
De acordo com Bruno Pinheiro, o RI-C19, modelo do respirador desenvolvido especialmente para a Covid-19, tem sistema de exaustão a vácuo, o que isola o ambiente do ar expirado pelo paciente, reduzindo o risco de contaminação dos profissionais da saúde.
“O baixo preço do produto em questão é decorrente do uso de produtos nacionais e por se tratar de um projeto que não visa lucro, com grande parte dos envolvidos trabalhando como voluntários, o que reduz os custos”, explicou.
“A participação nesse projeto vem solidificar posição de nosso Núcleo, na medida em que alia a pesquisa à atividade prática, com retorno direto à sociedade”, completou Pinheiro.
A produção e posterior distribuição dos ventiladores ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para que os respiradores sejam aprovados como ventiladores convencionais, testes prolongados serão necessários.
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