Pesquisador da Ufal teme ter perdido anos de trabalho científico com Lattes fora do ar: ‘Toda a vida está ali’


Plataforma do CNPq que reúne currículos de pesquisadores de todo o Brasil está fora do ar há quatro dias. Pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), geógrafo Esdras Andrade teme ter perdido dados científicos com saída do ar do Lattes
Ascom/Ufal
O pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Esdras Andrade contou ao G1 nesta terça-feira (27) que teme ter perdido dados de anos de trabalho científico que estão no Lattes, plataforma que reúne currículos de pesquisadores de todo o Brasil, e está fora do ar há quatro dias.
O Lattes é o sistema virtual de currículos criado e mantido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O órgão é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, do ministro Marcos Pontes.
O CNPq informou nesta terça-feira (27) que identificou o problema que retirou do ar todos os seus sistemas e plataformas, e garantiu que não houve perda dos dados de pesquisas e pesquisadores do país.
O geógrafo Esdras Andrades é professor da Ufal há cinco anos. Ele insere dados no Lattes desde 1998, quando entrou como aluno na universidade federal.
O pesquisador contou que tentou acessar o currículo virtual, mas não conseguiu.
“Tentei acessar a plataforma mas não consegui. Está fora do ar. Perdi pelo menos um ano de dados. Último backup que fiz foi em agosto de 2020. Tudo que inseri no banco de dados de lá para cá, acredito que tenha sido perdido. Ainda não sabemos o tamanho da perda. Têm professores há 40 anos dentro da Universidade, que toda a vida está ali”, disse.
Segundo os pesquisadores, a perda de informações do Lattes pode comprometer o currículo dos cientistas, professores e alunos que utilizam a plataforma para comprovar a realização de trabalhos nas universidades.
Esdras Andrade tem pesquisas área de planejamento territorial, estudos geográficos, e já publicou diversos artigos sobre assuntos ambientais e sociogeográficos.
“Acho que o caso é mais grave para aqueles pesquisadores que têm 20, 30, 40 anos de pesquisa. Esses dados não só se referem a dados de vida profissional não, isso implica também com alunos. Eles fazem pesquisas, publicações e tudo é inserido nessa plataforma. Desde alunos até professores, pesquisadores, cientistas utilizam essa plataforma. Ainda não sabemos da extensão do problema ao certo”, concluiu.
*Estagiário, sob supervisão de Roberta Batista
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