Pesquisa testa se bate-papo evita declínio cognitivo em idosos

Bate-papo poderá ser indicado para cérebro como exercícios para coração

Bate-papo poderá ser indicado para cérebro como exercícios para coração
Pixabay

Uma pesquisa da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (OSHU), nos Estados Unidos, está testando se o bate-papo pode evitar o declínio cognitivo em idosos.

O projeto se chama I-Conect e está previsto para ser concluído em 2022. Para participar é preciso dispor de uma rede social limitada, ter ao menos 75 anos de idade, cognição normal ou comprometimento cognitivo leve e disponibilidade para conversar 30 minutos pelo menos três vezes por semana por meio de vídeo, na tela do computador.

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Estudos-piloto sobre a eficiência de bate-papos demonstraram-se promissores em afastar a demência, o que abriu caminho para que o Instituto Nacional do Envelhecimento financiasse esse ensaio clínico, em grande escala, que está em andamento.

Segundo a OSHU, um estudo-piloto de 2014 revelou que idosos que participavam de chats na internet melhoraram significativamente em alguns testes cognitivos em comparação com um grupo de controle que não participava dessas conversas.

Jacob Lindsley, que coordena o estudo, afirmou ao portal da OSHU, que o bate-papo poderia ser uma intervenção clínica real que os médicos prescreveriam assim como prescrevem exercícios para um coração saudável.

O estudo ressalta que o isolamento social é um grande problema para idosos nos Estado Unidos. Um relatório publicado recentemente na revista médica norte-americana Lancet mostrou que 2,3% dos casos de demência poderiam ser evitados com a redução do isolamento social.

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Os pesquisadores estão recrutando 288 idosos em risco de declínio cognitivo nas regiões de Portland e Detroit, nos Estados de Oregon e de Michigan, respectivamente. Eles conduzem os participantes por meio de conversas projetadas especialmente para exercitar áreas do cérebro associadas ao pensamento abstrato, à memória e habilidades mentais sofisticadas.

São avaliadas a memória e, alguns participantes, também realizam exame de ressonância magnética e teste de um gene associado ao mal de Alzheimer.

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A equipe ainda realiza telefonemas de 10 minutos semanais para monitorar suas atividades sociais e condições de saúde.

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