Paraquedas são tão difíceis de se construir quanto foguetes 

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/nasa-24122019165404191?dimensions=660×360" title="Sonda da SpaceX tem impacto do pouso absorvido pelo paraquedas" alt="Sonda da SpaceX tem impacto do pouso absorvido pelo paraquedas" />
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<span class="legend_box ">Sonda da SpaceX tem impacto do pouso absorvido pelo paraquedas</span>
<span class="credit_box ">NASA/Cory Huston</span>
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Quando pensamos em dificuldades de missões espaciais, os primeiros itens que imaginamos são os foguetes. Mas o que realmente tem dado trabalho para as grandes empresas, como a SpaceX e a Boeing, são os projetos dos paraquedas que auxiliam no pouso durante a aterrissagem que cruza a atmosfera em uma velocidade supersônica.</p>
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A repórter Samantha Masunaga, do jornal Los Angeles Times, fez uma matéria sobre a dificuldade que essas empresas estão encontrando no desenvolvimento de um produto mais seguro e eficaz. Durante a cobertura do tema, ela pôde compreender que abrir um paraquedas preso a uma espaçonave é uma manobra um tanto quanto arriscada. O pouso deve ser pensado nos mínimos detalhes, os tripulantes, caso houver, podem morrer no impacto. A responsabilidade é alta.</p>
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Uma das maiores dificuldades apresentadas nesses projetos são os testes. Um modelo previsto e estudado em um computador não atinge a mesma eficácia e poder de mensuração que um teste real possui. Inteligência artificial não pode demonstrar e prever todas as reações adversas possíveis durante um pouso.</p>
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Tanto a SpaceX quanto a Boeing têm contrato de tecnologia com a Nasa para o desenvolvimento e criação de aeronaves que irão transportar tripulações para a Estação Espacial Internacional (ISS). Ambas se preocupam com o tema da aterrissagem segura por meio do paraquedas.</p>
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Durante um teste em abril deste ano, a SpaceX perdeu três de quatro paraquedas que transportavam carga, que falharam no teste. Já a empresa Boeing testou no último domingo (22) o sistema de paraquedas da cápsula Starliner (que pretendia chegar até a ISS), agora batizada de Calypso, e, apesar de a espaçonave não conseguir completar sua missão, seu retorno foi perfeito. Teve um pouso tranquilo no estado do Novo México.</p>
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Os paraquedas estão em pauta em projetos espaciais desde o início das primeiras explorações. O projeto Apollo também fez experimentos para ter mais segurança nos paraquedas das cápsulas. O item de segurança era tão importante para o programa que apenas três pessoas eram habilitadas para embalar manualmente o paraquedas para o voo do Apollo 15. Dezenas de testes foram realizados, porém mesmo assim um dos paraquedas não funcionou. No entanto, não houve impacto, e o pouso foi realizado em segurança graças as outros equipamentos.</p>
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Na aterrissagem, a pressão atmosférica muda em uma fração de segundo. Por isso a modelagem do computador não detecta todas as tensões que o paraquedas irá percorrer até finalmente pousar. Durante testes realizados neste ano, a SpaceX identificou problemas no peso que as cordas poderiam suportar. Para resolver o problema, a empresa deixou suas cordas mais resistentes, mas com um material mais leve, para que o peso adicionado fosse compensado.</p>
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<em>*Estagiário do </em><strong>R7</strong><em>, sob supervisão de Isadora Tega</em></p>