Para economizar água, empresas em Divinópolis adotam estratégias sustentáveis


Objetivo é não repetir as dificuldades encontradas no ano passado. Por mês, o setor industrial consome cerca de 22,4 milhões de litros de água e o comércio, em geral, 83,5 milhões de litros, segundo a Copasa.  Estação de Tratamento de Efluentes da Ferrovia Centro-Atlântica em Divinópolis
Ferrovia Centro-Atlântica/Divulgação
Empresas e comércios de Divinópolis têm adotado estratégias sustentáveis para garantir que neste ano o período de estiagem tenha um impacto menor. Desde a seca registrada em 2017, economizar água virou palavra de ordem para comerciantes e empresários. As ações também são feitas para enfrentar outros problemas que ocasionam falta d’água.
Em Divinópolis, existem pelo menos 10.304 empresas ativas, segundo informações da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). E de acordo com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o setor industrial consome mensalmente no município cerca de 22,4 milhões de litros de água. O comércio em geral é responsável por um consumo de 83,5 milhões de litros,
Após os problemas encontrados em 2017, empresas buscara traçar alternativas de economia de água. Esse é o caso de Manuella Caldeira, proprietária de um bar no Bairro Interlagos.
“Há quase um ano venho captando água da chuva em baldes, garrafas pet, galões e um barril. Chego a captar em média 250 litros de água a cada chuva. Com essa água, eu lavo os banheiros, passo pano no bar e, quando tem necessidade, lavo o chão do estabelecimento também com essa água”, diz a comerciante.
Desde então, Manuella verificou um novo cenário na conta mensal de água. “Pagava entre R$ 200 a R$ 260. Agora, a conta é de R$ 180 a R$ 210. Além de poder contribuir com o meio ambiente, eu também consigo poupar o bolso. Outra coisa: já teve vez em que fiquei até três dias sem abastecimento de água, passando aperto. Agora consigo controlar”, relata.
Manuella Caldeira, proprietária de um bar, utiliza galões para armazenar água da chuva
Manuella Caldeira/Arquivo Pessoal
Uma empresa que também adotou medidas é a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Conforme informou o setor de comunicação da instituição ao G1, a empresa implantou um sistema para reutilizar água em algumas atividades cotidianas.
“Cerca de 120 mil litros por mês são reutilizados nas seguintes atividades: lavação de locomotivas e peças e a limpeza de vagões-tanque”, explicou a empresa.
A água economizada se origina de uma Estação de Tratamento de Efluentes da empresa. Além disso, é feito um monitoramento diário de 16 hidrômetros que atendem todas as áreas da FCA. A medida é para evitar perdas com vazamentos.
Com a implantação das alternativas de economia, a FCA registrou em 2017 uma queda de 20% do consumo de água na oficina, comparado com o consumo do ano anterior.
Consumo de água residencial
De acordo com a Copasa, os maiores consumos registrados em Divinópolis são de clientes residenciais. Somente em fevereiro, o consumo registrado foi de 952,6 milhões de litros.
O consumo na região central do município representa 23,6% do total da cidade, com uma média mensal de consumo de 9,54 metros cúbicos por imóvel.
Os bairros que integram essa região são: Centro, Esplanada, Porto Velho, Vila Belo Horizonte, Catalão, Jardim Capitão Silva, Jardim Nova América, Santa Luzia, São José, São Miguel, Sidil, Vila Santo Antônio, Afonso Pena, Alto São Vicente, Bom Pastor, Prolongamento São Sebastião, Santa Clara, São Sebastião e Vila Cruzeiro.
Para incentivar a redução no consumo, a Copasa aplica a tabela progressiva, ou seja, quanto menor o consumo, menor o valor do metro cúbico de água consumida. Tal redução se reflete também na tarifa relativa ao esgotamento sanitário.

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