Pai e filhos são presos no CE suspeitos de falsificar documentos para fraudar licitação


Família usava documentos falsos do Ministério Público com recomendações de aditivos em licitações. Família falsificava documentos com símbolo do Ministério Público recomendando pagamento de valor extra em licitações
MPCE/Reprodução
Pai, filho e filha foram presos suspeitos de falsificar documentos para fraudar licitações em cidades do interior do Ceará. O bando usava documentos falsos com o símbolo do Ministério Público do Estado recomendando aditivos em licitação, quando é necessário pagar um valor a mais por um contrato.
Uma mulher que teve a prisão decretada é mãe de crianças e vai cumprir prisão domiciliar para poder cuidar dos filhos, conforme o Ministério Público. A família foi presa na segunda fase da operação Cascalho do Mar, realizada na sexta-feira (23).
O MPCE “destaca a audácia do grupo criminoso em forjar os documentos públicos com o único intuito de enriquecer ilicitamente”, diz o órgão. Outros dois suspeitos são investigados por suspeita de participação no esquema criminoso.
De acordo com as investigações, a família presa nesta sexta criava várias empresas e usavam “laranjas” para omitir seus nomes na razão social de algumas firmas. Os aditivos eram pagos para serviços de limpeza urbana e coleta de lixo.
Com os suspeitos presos nesta sexta-feira a polícia apreendeu carro de luxo, celulares e computadores, que serão periciados.
‘Braço empresarial’
A segunda fase da operação Cascalho do Mar, conforme o Ministério Público, foi focada no “braço empresarial” do esquema fraudulento. Na primeira etapa da investigação, foram cumpridas medidas cautelares de prisões preventiva e temporária, busca e apreensão, condução coercitiva e afastamento de gestores públicos em Paracuru, Fortaleza, Tauá, Eusébio, Caucaia e Groaíras.
Segundo a Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), muitas empresas usadas no crime não tinham patrimônio nem funcionários. Os empregados eram contratados após vencer licitações. “Muitos eram indicados por vereadores e lideranças políticas dos municípios investigados”, diz o órgão.

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