Artesãos do Piauí levam joias de opala, pedra semipreciosa rara, para a Fenearte


No Brasil, minas da cidade de Pedro II são as únicas onde se pode encontrar a pedra, contam designers de joias. Joias feitas com opala são vendidas na Fenearte
Penélope Araújo/G1
Entre os estantes da 19ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), é fácil encontrar joias feitas com opala. No entanto, a pedra é considerada rara por designers de joias: eles contam que o Piauí é o único estado do Brasil onde ela pode ser encontrada. “Fora daqui, só na Austrália. As minas de opala são uma riqueza nossa”, comenta a artesã Eliane Barros.
A opala é uma pedra semipreciosa que é utilizada para adornar joias, como brincos, anéis, pingentes e pulseiras. A extração das gemas acontece na cidade de Pedro II, no interior do Piauí, onde ficam as minas. Após serem extraídas por garimpeiros, as opalas passam por um processo de lapidação – e só depois disso é que podem ser utilizadas em acessórios.
Eliane Barros lembra valor das minas de opala no Piauí: ‘São uma riqueza nossa’
Penélope Araújo/G1
Eliane é uma das designers de joias que vendem acessórios da pedra semipreciosa na Fenearte. Suas peças são feitas com diversos tipos de opala: desde as mais tradicionais, como as azuladas e os mosaicos, até as de cor mais clara, como branco e ‘furta-cor’. “São milhões de anos para formar essas pedras. Por isso, são tão delicadas e bonitas”, detalha a artesã.
Para Vilma Araújo, que trabalha com joias desde 2003 e também expõe na Fenearte, não é difícil criar produtos com as pedras. “Compramos as opalas já lapidadas e fazemos o design. Daí cada pessoa produz do seu jeito. Eu, por exemplo, uso prata para complementar os acessórios”, explica.
As joias estão à venda no estande do Piauí na Fenearte, custando entre R$ 25 e R$ 600, dependendo do tipo e do tamanho de opala utilizada para produzir a peça.
‘Mosaicos’ de opala são tradicionais nas joias com a pedra semipreciosa, na Fenearte
Penélope Araújo/G1
A feira segue até 15 de julho, das 14h às 22h nos dias úteis e das 10h às 22h nos finais de semana. De segunda a sexta, a entrada custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Os valores do ingresso para sábados e domingos são R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Os tíquetes são vendidos na internet, em pontos descentralizados e na bilheteria do evento.

SC tem 170 imóveis abandonados, aponta relatório dos bombeiros


Levantamento foi feito para prevenção de acidentes como o do prédio que desabou em maio em São Paulo. Constituição prevê desapropriação de imóveis com mais de 5 anos de abandono. Levantamento dos Bombeiros alerta para riscos de construções abandonadas em SC
O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina divulgou um relatório com 170 edificações no estado que estão em situação de abandono e tem potencial de ocupação irregular, segundo o órgão. Conforme os bombeiros, o relatório foi feito a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e da Assembleia Legislativa do estado (Alesc).
O objetivo do mapeamento é tentar evitar acidentes como o que ocorreu em maio em São Paulo, quando um prédio desabou e sete pessoas morreram. O documento foi feito a partir de dados de 14 batalhões dos bombeiros no estado.
Ainda segundo os bombeiros, a maioria dos imóveis vistoriados é de casas e obras de pequeno porte. O órgão ainda reforça que cabe ao município cobrar os proprietários para que impeçam as invasões.
Cidades e prefeituras
Pela lista dos bombeiros (veja abaixo), Criciúma, no Sul, é a cidade com a maior quantidade de construções em situação de abandono. Quem faz a fiscalização é a prefeitura. “A gente aciona o Poder Judiciário via relatório da Defesa Civil para que se possa tomar uma providência mais imediata”, explicou o chefe de Fiscalização Urbana de Criciúma, Adriano da Silva.
Em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, também há imóveis abandonados, apesar de a cidade estar entre as que têm o metro quadrado mais caro do país. O município é a terceira cidade do estado com mais prédios abandonados. Um deles está nessa situação há mais de 20 anos. A obra foi embargada e a construtora desistiu.
Imóvel abandonado no Centro de Florianópolis passou por vistoria do MPSC
Conseg Centro/Divulgação
“Muitas construtoras e empreiteiras que iniciaram as obras já estão com suas pessoas jurídicas dissolvidas, não existem mais. Então fica muito difícil a gente encontrar e efetuar a real intimação”, afirmou o diretor de Planejamento Urbano de Balneário Camboriú, Laurindo Ramos.
A Constituição Federal prevê que as prefeituras podem cobrar Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) mais caro de prédios abandonados e desapropriar os imóveis com cinco anos de abandono.
Força-tarefa
Em Florianópolis, o MPSC criou uma força-tarefa para tentar resolver tudo de um jeito mais rápido. Junto com a prefeitura e a Guarda Municipal, eles procuram os donos dos imóveis e dão a eles um prazo de 30 a 60 dias.
“Que o retirem dessa situação de insalubridade, de insegurança, e o devolva em boas condições de uso”, afirmou o promotor de Justiça Daniel Paladino.
Lista
Veja a quantidade de imóveis abandonados por cidade, segundo o Corpo de Bombeiros:
Criciúma – 74
Joinville – 26
Balneário Camboriú – 19
Florianópolis – 5
Palhoça – 5
Lages – 5
Blumenau – 4
São Francisco do Sul – 4
Videira – 3
Itapema – 3
Porto Belo – 3
São João Batista- 3
Tijucas – 2
Curitibanos – 2
Caçador – 2
Chapecó – 2
Itajaí – 2
Apiúna – 1
Gaspar – 1
Araranguá – 1
Sombrio – 1
Tubarão – 1
Imbituba – 1
Canoinha – 1
Biguaçu – 1
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