Cabeça da vaca leiteira é vendida, em média, por R$ 2.810,71 em Rondônia


Cotação se refere ao valor pago ao produtor agrícola nas unidades produtivas. Levantamento foi feito entre os dias 23 as 27 de julho pela Emater. Vaca leiteira
Reuters/Christinne Muschi
A Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) realizou, entre os dias 23 a 27 de julho, a pesquisa de preços dos produtos agrícolas vendidos no estado. A cotação se refere ao valor pago diretamente ao produtor agrícola, nas unidades produtivas.
Confira a cotação de alguns produtos
Vaca leiteira (cabeça)
Preço médio: R$ 2.810,71
Porto Velho: R$ 2.900,00
Guajará-Mirim: R$ 3.000,00
Ariquemes: R$ 2.950,00
Jaru: R$ 3.000,00
Rolim de Moura: R$ 2.500,00
Machadinho D’Oeste: R$ 2.500,00
Ouro Preto do Oeste: R$ 3.000,00
Ji-Paraná: R$ 2.800,00
Colorado do Oeste: R$ 3.000,00
São Miguel do Guaporé: R$ 2.500,00
Costa Marques: R$ 3.000,00
Cacoal: R$ 2.400,00
Vilhena: R$ 3.000,00
Pimenta Bueno: R$ 2.800,00
Milho em grãos (saca 60kg)
Preço médio: R$ 30,50
Porto Velho: R$ 32,00
Guajará-Mirim: cotação não divulgada
Ariquemes: R$ 35,00
Jaru: cotação não divulgada
Rolim de Moura: R$ 30,00
Machadinho D’Oeste: cotação não divulgada
Ouro Preto do Oeste: cotação não divulgada
Ji-Paraná: cotação não divulgada
Colorado do Oeste: R$ 24,00
São Miguel do Guaporé: R$ 35,00
Costa Marques: cotação não divulgada
Cacoal: cotação não divulgada
Vilhena: R$ 27,00
Pimenta Bueno: cotação não divulgada
Galinha caipira (cabeça)
Preço médio: R$ 22,86
Porto Velho: R$ 25,00
Guajará-Mirim: R$ 25,00
Ariquemes: R$ 25,00
Jaru: R$ 20,00
Rolim de Moura: R$ 23,00
Machadinho D’Oeste: R$ 25,00
Ouro Preto do Oeste: R$ 25,00
Ji-Paraná: R$ 20,00
Colorado do Oeste: R$ 25,00
São Miguel do Guaporé: R$ 20,00
Costa Marques: R$ 20,00
Cacoal: R$ 20,00
Vilhena: R$ 22,00
Pimenta Bueno: R$ 25,00
Confira o preço da saco do café robusta
Globo Rural/Tv Globo
Café robusta benef (saca/60kg)
Preço médio: R$ 290,00
Porto Velho: R$ 300,00
Guajará-Mirim: cotação não informada
Ariquemes: R$ 275,00
Jaru: R$ 270,00
Rolim de Moura: R$ 290,00
Machadinho D’Oeste: R$ 290,00
Ouro Preto do Oeste: R$ 300,00
Ji-Paraná: R$ 300,00
Colorado do Oeste: cotação não informada
São Miguel do Guaporé: R$ 300,0
Costa Marques: cotação não informada
Cacoal: R$ 285,00
Vilhena: cotação não informada
Pimenta Bueno: cotação não informada

Como ‘Quero que tu vá’ virou hit no WhatsApp (e agora no YouTube) ao tentar acabar com ‘tabu do palavrão’


Ananda fala sobre sucesso da música em parceria com Joker Beats – ou MC Koringa: ‘Não imaginávamos que fosse funcionar tão rápido’, diz ele. Ananda em no clipe de ‘Quero que Tu Vá’
Divulgação
Em 10 dias, “Quero Que Tu Vá” já ultrapassou 6 milhões de visualizações no Youtube. E esse número é apenas para o vídeo original.
A música vem ganhando cópias e regravações no site, além de já ter sido compartilhada via stories no Instagram por famosos (incluindo as cantoras Marília Mendonça e Luísa Sonza) e anônimos. Foi assim também que ela se espalhou no WhatsApp.
A força está nos palavrões cantados com a voz suave de Ananda. na composição da cantora com Joker Beats. Com quem? Calma, o Joker está em inglês, mas com certeza, o MC Koringa você já conhece por músicas como “Pra te provocar”, “Dança sensual”, entre outras.
“É pra não misturar as estações. Um é cantor, o outro é o produtor”, explica o MC ao G1.
Koringa escreveu o refrão enquanto tomava banho e a registrou no celular logo depois. “No início, me senti um idiota. Tenho três filhas, não me senti no direito de usar esse linguajar”, afirmou o pai de Lívia, de 3 meses, Anna Vitoria, 9, e Thamyres, 18 .
Na mesma semana, Koringa e Ananda se reuniram no estúdio para produzir alguns funks. Os dois, que já se conheciam, não conseguiram engrenar na produção.
“Aí, ela falou que precisava ir embora e eu não queria deixar, mas não sabia o porquê. Então mostrei a música e ela achou fantástico”, relembra Koringa.
“Quando ouvi o palavrão, eu ria muito. Achei muito boa a forma de expressar, porque vai numa emoção que o funk nunca tinha acessado antes”.
“No funk, o palavrão é sempre com uma conotação sexual, nunca tinha entrado na situação de expressar sentimento visceral, quando a gente xinga”, analisa Ananda, antes de pedir licença na entrevista ao G1 para usar um dos palavrões da música.
“Posso xingar, você não liga?”, questiona. Claro que não, Ananda!
“Todo mundo me pergunta se eu fiz a música para alguém, mas eu fiz para alguns”, diz Koringa.
“A gente foi no porão da mente humana. Tirou a trava de muita gente e o tabu do palavrão. Às vezes, só o palavrão expressa um momento especifico”, diz Ananda.
“Todo mundo gostaria de dizer, mas ninguém tem coragem. Quem nunca pensou em xingar alguém?”, questiona Koringa. Ele comemora: “Não imaginávamos que fosse funcionar tão rápido”.
Quero que tu vá para as rádios
Para as rádios, “Quero que tu vá” ganhou uma versão light, com batidas no lugar dos palavrões. Mas para o Youtube, a faixa segue com o refrão entoado com todas as letras, mesmo sem o vídeo indicar classificação etária.
“Uma das coisas que nos preocupamos foi de ela não pronunciar o palavrão no clipe. Por mais que o áudio esteja lá, na imagem, ela faz caras e bocas”, diz Koringa.
“As críticas, a gente sabe que podem surgir. Mas não pode deixar que a hipocrisia tome conta de uma coisa tão do povo que é essa música. Grande parte das pessoas precisam mandar alguns problemas para aquele lugar”.
“Leandro Hassum fala em um monólogo sobre poder do palavrão. O Faustão transformou ‘porra’ em vírgula, as pessoas não se chocam mais. Dercy [Gonçalves] é outro exemplo de pessoas habilitadas a falar palavrão. E o Brasil amava ela. A gente fez um serviço de utilidade pública”, exagera o MC.
Ananda
Reprodução/Instagram
Depois de “Quero que tu vá”, Koringa e Ananda já têm outra parceria engatilhada. A música “Dia Perfeito”, que já caiu a web, mas ganhará clipe em breve. Mas isso não significa que Ananda e Joker Beats será uma dupla.
“Na verdade, a gente vai sempre buscar o melhor para a obra. Não quero monopolizar ela em questões fonográficas. A Ananda é uma artista que tem potencial muito grande pra se tornar personagem da música popular brasileira, independente de qual vertente ela for seguir. Não quero monopolizar nem rotular o trabalho dela”.
‘Tão bonita, falando palavrão…’
Uma das críticas que tem ouvido desde a divulgação da música é que “mulher não fala palavrão”.
“Não sabia que tinha essa questão de gênero. Os elogios conseguem sobressair, mas ainda tem muita mulher que vem me dizer isso. A gente fala palavrão, sim! Tem muito homem também que fala: ‘menina tão bonita, falando palavrão’. Agora não respondo mais, mas nas primeiras vezes, eu falava: ‘Amigo, feio, pra mim, é ser machista’”.
Outra crítica que Ananda temia era a da mãe. Religiosa (“mas não radical”), a mãe da cantora se assustou quando soube que a filha estava falando um palavrão em uma música.
“Um não, mãe. São dois”, brincou Ananda ao contar para a mãe, com muito cuidado, que havia gravado a música assim que percebeu que faixa ia estourar.
MC Koringa e Ananda
Divulgação
“Se tivesse gravado minha mãe naquele momento, teria sido o meme mais visualizado na internet. A cara dela… ficou assimilando a ideia”, se diverte aos risos.
Antes – ou durante – a música
Há menos de um mês, por causa do sucesso da música via compartilhamento de WhatsApp, Ananda deixou a faculdade de jornalismo, onde cursava o 4º semestre (“Meu sonho era estar ligando para um artista”).
Mas a cantora de 26 anos relembra que ingressou na faculdade após muita insistência da mãe para se matricular em um curso universitário. “Quem me conhece, sabe que sempre quis a música. Há três semanas, eu estava triste, porque eu achava que isso não ia acontecer”.
Desde a propagação da faixa, tudo mudou para Ananda e, em breve, ela deve fazer seu primeiro show.
“O telefone do empresário não para. Mas a gente não quer colocar show ainda, quer ensaiar muito. As pessoas estão esperando muito. Já marcamos algumas presenças até desenvolver o show”.
Em um vídeo compartilhado na internet, Ananda representa claramente uma nova voz da MPB. E, mesmo iniciando a carreira com funk, nada a impede de mudar de ares.
“Não quero ser rotulada: você é X ou Y. Eu sou artista. Vou ter uma sensibilidade no momento, com o mesmo vocabulário, a mesma forma de dizer, mas com elementos diferentes que consigam transmitir meu sentimento naquele momento. Pode esperar a mesma forma de falar, de expressar, bem sensível, visceral, mas pode esperar também as supressas”.
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