MEC paralisa discussão de plano para formar professor

MEC suspende plano para formação de professor

MEC suspende plano para formação de professor
Marcos Santos/USP Imagens

O Ministério da Educação (MEC) pediu de volta o plano para reformular a formação do professor, que já estava em fase de discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE).

O projeto, chamado de Base Nacional Comum para Formação de Professores da Educação Básica, tinha sido apresentado em dezembro. Já havia até reuniões marcadas com especialistas para mostrar pesquisas sobre o tema.

A Base previa, entre outros pontos, que os futuros professores tivessem, desde o primeiro semestre da faculdade, atividades práticas em escolas. Esse é considerado por especialistas um dos principiais problemas da carreira docente no Brasil.

O projeto também estabelecia que os professores fizessem uma prova de habilitação para docência ao fim do curso, experiência que tem tido êxito em vários países para selecionar os melhores profissionais para a carreira. O trâmite esperado seria o de o CNE discutir o projeto, que depois deveria voltar ao MEC para homologação.

Especialistas em educação ficaram surpresos ao saber da notícia, dada por conselheiros do CNE durante o seminário internacional Educação Já, realizado pelo movimento Todos pela Educação. “É natural que o novo governo queira entender melhor o projeto, mas me preocupa muito porque nós já estamos muito atrasados em políticas docentes”, diz a diretora do Centro de Excelência e Inovação da FGV e ex-diretora do Banco Mundial Claudia Costin.

Para a consultora em educação Mariza Abreu, que foi secretária de Educação do Rio Grande do Sul, o problema é que não se sabe agora quanto tempo vai demorar para se fazer uma nova política de formação docente, que é urgente.

Procurado, o MEC informou que “o pedido foi feito porque a atual gestão do MEC quer ter ciência e participar ativamente do processo de formulação da Base”. “Só depois da análise do documento – que foi entregue ao CNE pela gestão anterior no apagar das luzes – é que o MEC decidirá se fará alterações.”

Nova Zelândia oferece bolsas de estudos para brasileiros

University of Auckland abre vagas para estudantes

University of Auckland abre vagas para estudantes
Divulgação

Estão abertas as inscrições para brasileiros interessados em bolsas de estudo de ensino superior concedidas pelo governo da Nova Zelândia. Os candidatos têm até 14 de março para participar da seleção — o processo é feito exclusivamente via internet.

Para conhecer os detalhes e requisitos da bolsa e pleitear o auxílio, é preciso seguir os passos indicados no link https://goo.gl/QVPyDN 

As bolsas são destinadas a estudantes do ensino superior – graduação e pós-graduação – e cobrem passagens aéreas de ida e volta, o valor do curso universitário, seguro médico; há também auxílio para despesas com acomodação e rotinas de estudo, como compra de livros, materiais escolares e gastos com pesquisa (para alunos de pós-graduação).

Com o intuito de fomentar avanços acadêmicos e científicos, o governo da Nova Zelândia sugere alguns temas de cursos aos candidatos brasileiros, como Mudança de Clima e Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Agricultura, Energias Renováveis, Gerenciamento de Risco em Desastres e Governança, mas outros cursos também podem ser considerados. Todas as candidaturas precisam ser redigidas em inglês.

Qualidade

O ensino da Nova Zelândia é reconhecido internacionalmente como o que melhor prepara os alunos para o futuro — o mérito foi apontado em 2018 pela revista The Economist, por meio do estudo Worldwide Educating for the Future Index. O país possui oito universidades, e todas elas fazem parte das 500 melhores do mundo no conceituado Quacquarelli Symonds World University Rankings (QS), com nível high quality (alta qualidade) na área de pesquisa. São elas: University of Auckland, University of Otago, University of Canterbury, Victoria University of Wellington, University of Waikato, Massey University, Lincoln University e Auckland University of Technology.

O empenho do país em oferecer um sistema de educação de excelência internacional não é por acaso — a relevância da educação para a Nova Zelândia pode ser verificada em um dado econômico: o setor de educação internacional responde pela quarta maior fonte de divisas do país. O estudante aprende a desenvolver habilidades críticas de pensamento e terá alto nível de empregabilidade.
Seguro, acolhedor e tolerante, é o país de língua inglesa mais pacífico do mundo (Global Peace Index 2018) e com a melhor qualidade de vida (Legatum Prosperity Index 2018).

Conheça as universidades da Nova Zelândia

The University of Auckland – Fundada em 1883, a Universidade de Auckland é a maior e mais abrangente universidade da Nova Zelândia. É considerada a líder nacional em pesquisas, sendo lar do maior número de pesquisadores com reconhecimento internacional. 

Auckland University of Technology – O índice QS World University Rankings coloca a AUT entre as 500 melhores universidades do mundo, com cursos no top 50 do mundo (Arte e Design), top 150 (Contabilidade e Economia) e top 200 (Negócios e Administração de Empresas). Tão internacional quanto Auckland, a universidade abriga mais de 90 nacionalidades entre seus 4 mil alunos internacionais.

Victoria University of Wellington –  A universidade está localizada em Wellington, capital da Nova Zelândia, considerada pela Lonely Planet como “a pequena capital mais descolada do mundo”. A universidade tem parcerias com mais de 120 instituições de ensino no mundo. O curso de Direito está classificado pelo QS World University Rankings entre os 50 melhores do mundo. Também merecem destaque os cursos e programas em áreas como Arquitetura e Design, Negócios, Educação, Ciências Sociais e Música.

University of Waikato – Localizada na cidade de Hamilton, está na lista das melhores universidades do mundo no QS World University Rankings, com alta performance nos quesitos de internacionalização, inclusão e empregabilidade. Além disso, figura entre as 100 melhores do mundo na área de Educação e entre as 150 melhores na área de Ciências Sociais.. Além de receber um número considerável de estudantes estrangeiros, a University of Waikato tem papel atuante em pesquisas internacionais, mantendo acordos com mais de 60 instituições de outros países.

University of Canterbury – Fundada em 1873 por docentes das universidades de Oxford e Cambridge, a Universidade de Canterbury está localizada na cidade de Christchurch, na ilha sul da Nova Zelândia. A instituição oferece mais de 100 programas diferentes de estudos, desde cursos preparatórios para a rotina universitária até opções de mestrado e doutorado. A universidade figura entre as melhores do mundo de acordo com o guia QS World University Rankings, com 19 cursos entre os top 200 internacionais.

University of Otago – Fundada em 1869, é a primeira universidade do país. Listada entre as universidades neozelandesas mais qualificadas em pesquisa, a instituição atrai estudantes de todo o mundo pela reputação de seu campus e sua forte cultura em pesquisas médicas, biomédicas, biológicas e naturais.

Massey University – Uma das principais características da Massey University é o reconhecimento que instituições do mundo todo dão à universidade. A faculdade de negócios é credenciada pela Association to Advance Collegiate Schools of Business (AACSB International). A escola de veterinária é reconhecida pela American Veterinary Medical Association. A universidade oferece de cursos de inglês até opções de graduação e pós-graduação em todas as áreas do conhecimento e tem acordos de cooperação com mais de 200 instituições de ensino ao redor do mundo.

Lincoln University – Fundada em 1878, a Universidade de Lincoln se destaca em estudos do solo, com o compromisso primordial de transformar a Nova Zelândia, sua população e economia. Possui vínculo direto com a economia do país, oferecendo ensino prático e qualidade em trabalhos de pesquisa. Os programas de especialização atraem alunos de mais de 60 países com um forte interesse em ciências.