Pacientes ficam internados na própria ambulância em frente a hospital fechado em Campo Grande


Hospital fechou o pronto atendimento às 13h desta quinta-feira (16) por “total falta de condições” de receber pacientes. Aqueles que vieram do interior do estado não puderam entrar. O Pronto Atendimento Médico do Hospital Universitário de Campo Grande (MS) está fechado desde as 13h desta quinta-feira (16). No portão trancado, um aviso: “Pam fechado devido à superlotação”. O local tem 26 leitos e abriga, atualmente, 67 pacientes.
Aviso no portão do Hospital Universitário comunica que o pronto atendimento está fechado
Rodrigo Grando / TV Morena
Ambulâncias que vieram do interior do estado trazendo pacientes, ficaram na porta, e tiveram que manter as pessoas “internadas” dentro do veículo.
O superintendente do HU, Cláudio César da Silva, assinou um ofício que foi enviado às secretarias municipal e de Estado de Saúde, MPF (Ministério Público Federal), MPE (Ministério Público Estadual), CRM (Conselho Regional de Medicina), Conselho Regional de Enfermagem e Central de Regulação:
“A paralisação por 15 dias é por absoluta falta de condições de atender os pacientes que já estão na unidade com um mínimo de dignidade. Hoje, além dos leitos, tem pacientes em macas e cadeiras. Do total, 18 são adultos e 8 crianças”, diz o documento.
A unidade ressalta que mesmo sem vagas e do aviso diário do NIR (Núcleo de Regulação Interna) à Central de Regulação, novos pacientes continuam chegando.
Isolamento improvisado
Dos pacientes internados no PAM, dois estão isolados de forma improvisada em consultórios com suspeita de tuberculose. No ofício diz que o hospital tem “poucas vagas de retaguarda nas enfermarias e poucas vagas de terapia intensiva, o que acarreta o acúmulo de pacientes no pronto socorro”.

HU de Campo Grande fechou as portas por conta da superlotação
Rodrigo Grando / TV Morena
O Pronto Atendimento, segundo o documento, não receberá outros pacientes para atender os que já estão no local.
A Secretaria Municipal de Saúde respondeu em nota que “o fluxo de encaminhamentos precisou ser reorganizado a fim de evitar prejuízos na assistência prestada à população. Santa Casa e HR que devem absorver os atendimentos de Média e Alta Complexidade de urgência e emergência, além das UPAs e CRSs em um primeiro momento”.