Empresa que presta serviço ao Samu aponta falta de pagamento do governo do RS; estado alega bloqueio judicial


Funcionários da empresa entraram em greve na segunda-feira (13) à noite alegando que não estavam recebendo os salários há mais de dois meses. Governo diz que telefonistas e rádio-operadores terceirizados receberão na próxima segunda (20). Funcionários da empresa que presta serviço ao Samu entraram em greve na segunda-feira (13)
Reprodução/RBS TV
A empresa FA Recursos Humanos, que presta trabalho ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Rio Grande do Sul, afirmou em nota nesta quinta-feira (16) que a Secretaria Estadual de Saúde deve mais de R$ 1,3 milhão à terceirizada. O secretário adjunto da Saúde do estado, Francisco Bernd, afirma que a secretaria pagou em dia, e que o dinheiro está bloqueado na Justiça por ter sofrido várias condenações trabalhistas, e que os telefonistas e rádio-operadores terceirizados receberão na próxima segunda (20) os salários de julho.
“Nós recebemos várias notificações judiciais, até para não pagar para eles e colocar em uma conta que está sob a jurisdição da Justiça, onde o valor fica penhorado. A empresa tem dívidas de outros contratos e de outras empresas”, justifica Bernd.
Funcionários da empresa que trabalham no Samu entraram em greve na segunda-feira (13) à noite alegando que não estavam recebendo os salários há mais de dois meses. O secretário afirmou que o estado está pagando os trabalhadores que apresentaram os documentos, sem passar pela empresa terceirizada, e que o serviço opera sem prejuízos.
“Fazem parte deste contrato 98 funcionários. Oitenta e oito apresentaram a documentação na Secretaria de Saúde e receberam ontem (quarta) e hoje (quinta) o vale-transporte e o vale-alimentação. Amanhã, vamos formalizar e na segunda devemos pagar os salários de julho que venceram em 7 de agosto. Pedimos para os funcionários levarem os documentos na secretaria, pois o nosso vínculo era com a empresa”, explica o secretário.
Antes, a FA Recursos Humanos havia informado que o pagamento dos funcionários ficou comprometido com os bloqueios judiciais, especialmente o de mais de R$ 1 milhão, e que a manutenção dessa situação vai inviabilizar as atividades da empresa.
“Por que a empresa não nos procurou? Os funcionários procuram a empresa e não acham, não conseguem contato. Aí, eles querem dizer que o estado não paga a empresa? A secretaria pagou, mas não chegou na FARH porque as contas estão bloqueadas”, explica Bernd.
Nota da FA Recursos Humanos
Em face das afirmações da Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, de que todos os valores devidos à empresa FA Recursos Humanos Ltda. estariam em dia, a empresa informa que tal informação não se coaduna com a realidade, uma vez que a SES/RS deve à contratada mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais) relativos à serviços prestados, indenizações de Montante C (vale transporte e vale refeição), e reajustes não pagos, onde tais inadimplementos e os constantes atrasos de pagamento durante toda a execução dos contratos, contribuíram de forma direta para a mora nos repasses de benefícios trabalhistas aos funcionários.
Cabe ainda salientar, que a FA Recursos Humanos Ltda. vem prestando os devidos serviços à Secretaria da Saúde/RS sem contrato firmado, pois o mesmo encerrou sua vigência de 60 meses em 24 de Agosto de 2017. Desde então o serviço não deixou de ser prestado mesmo sem ter respaldo contratual – emergencial ou licitatório.

Polícia apreende ecstasy, LSD, cocaína e maconha em hotel na região Continental de Florianópolis


Investigação apontou que quarto estava sendo usado para guardar drogas. Estabelecimento fica no bairro Estreito. Drogas foram encontradas em hotel na região Continental de Florianópolis.
Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil apreendeu 724 comprimidos de ecstasy, 1.831 micropontos de LSD, 60 buchas de cocaína um torrão de maconha em um hotel no bairro Estreito, na região continental de Florianópolis, nesta quinta-feira (16). Um homem foi preso em flagrante por tráfico.
As investigações apontam que um dos quartos do hotel estaria sendo usado para guardar drogas e outros objetos ilegais.
Quando os policiais da Central de Investigação do Continente chegaram, um homem foi flagrado tentando se desfazer de uma sacola, que foi apreendida. Dentro havia documentos, celulares, as drogas e cartas.
O suspeito e o material apreendido foram levados para a delegacia.
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