Homem é preso em SC suspeito de agredir companheira grávida com socos na barriga; mulher perdeu bebê


Polícia acredita que lesões tenham levado à interrupção da gravidez. Homem já havia sido denunciado por outras mulheres. Homem é preso em Florianópolis suspeito de agredir companheira grávida
Polícia Civil/Divulgação
Um homem de 29 anos foi preso na tarde desta quinta-feira (16) em Florianópolis suspeito de agredir a companheira dele, de 23 anos, que estava grávida. A jovem perdeu o bebê e a Polícia Civil acredita que isso tenha ocorrido por causa das lesões. O homem já havia sido denunciado por outras mulheres anteriormente, conforme o delegado Gustavo Kremer.
Tanto a vítima quanto o suspeito são haitianos. Porém, o homem domina o português, enquanto a jovem só fala a língua materna. “Em depoimento na sexta (10) passada, houve a necessidade de um intérprete porque ela não fala nada de português”, afirmou o delegado. O casal morava junto há três meses.
Agressões
Mesmo sem falar português, a jovem registrou o boletim de ocorrência contra o companheiro em 15 de julho. “Segundo relato dela, foram diversos golpes por trás e socos na barriga. Ele tinha ciência de que ela estava grávida”, disse o delegado. A jovem também afirmou que o homem tinha uma arma e que foi ameaçada com ela, mas a polícia não encontrou o objeto.
Em seguida, conforme o delegado, a vítima foi acolhida em uma casa de proteção à mulher em Florianópolis e recebeu uma medida protetiva da Justiça, para impedir que o suspeito se aproximasse dela. Porém, enquanto estava na casa de proteção, ela passou mal e perdeu o bebê.
Outras haitianas já haviam relatado à polícia sobre agressões do suspeito. O mandado de prisão dele foi expedido e cumprido nesta quinta. Em depoimento, o homem confirmou união estável com a vítima, mas negou as agressões. Ele foi encaminhado ao presídio em Florianópolis.
O delegado afirmou que a vítima está em “total segurança” e já deixou a casa de proteção à mulher.
Veja mais notícias do estado no G1 SC

‘Ouro Verde’: Em depoimentos, funcionárias da Prefeitura confirmam pagamentos irregulares para OS


4ª Vara Criminal ouviu três testemunhas sobre repasses mensais de R$ 250 mil contestados pelo MP. Dez são acusados de organização criminosa, corrupção e peculato. O Hospital Ouro Verde, em Campinas
Carlos Bassan / PMC
Duas funcionárias e uma ex-diretora da Prefeitura de Campinas (SP) ouvidas durante a primeira audiência do processo contra alvos da 2ª fase da Operação Ouro Verde, nesta quinta-feira (16), confirmaram que houve pagamentos irregulares feitos pelo governo municipal para a Organização Social Vitale, entidade que administrou o hospital entre maio de 2016 e novembro de 2017.
Ao longo de três horas o juiz da 4ª Vara Criminal, Caio Ventosa Chaves, ouviu os relatos feitos pelas servidoras Cláudia Santana Bueno e Neide Cerqueira Couto, além da médica aposentada Ivanilde Aparecida Ribeiro, que atuava como diretora no Departamento de Gestão e Desenvolvimento Organizacional. Elas foram apresentadas como testemunhas de acusação pelo Ministério Público.
Os dez réus acusados de participação no suposto esquema que desviou R$ 4,5 milhões foram denunciados à Justiça pelos crimes de organização criminosa, corrupção e peculato. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), oito delas são ligadas à entidade, e dois são ex-servidores municipais. Clique e reveja histórico sobre a unidade de saúde.
Depoimentos
Cláudia explicou que a função dela era verificar se os repasses estavam regulares e admitiu que ocorreram casos em que, ainda avaliados como “pendentes”, foram chancelados como regulares pelo ex-diretor do Departamento de Contas da Saúde, Anésio Corat Júnior, que está preso.
Já a servidora Neide foi questionada sobre o “custo compartilhado”, que estava previsto em contrato e representava transferência mensal de R$ 250 mil pela administração à OS, apresentada como entidade sem fins lucrativos. Ela afirmou que eles eram feitos sem documentação adequada.
Ivanilde, também ouvida como testemunha do processo contra os alvos da 1ª fase da Operação, afirmou que o departamento não tinha comprovações dos supostos serviços prestados. O MP aponta que o dinheiro era justificado como despesas de consultorias que nunca existiram.
A próxima audiência será em 1º de outubro, quando serão ouvidas testemunhas de defesa.
Defesas
Em nota, a Prefeitura reiterou que tomou medidas enérgicas após o MP apontar indícios de desvio de dinheiro público do Ouro Verde, incluindo suspensão do contrato com a Vitale e demissões dos ex-servidores. “Se alguém, seja de que lado for, cometeu ilícitos, deve pagar por isso perante a Justiça. A administração é a maior interessada na elucidação de todas essas questões”, diz texto.
O advogado de Anésio Corat Júnior, Antônio Lopes da Silva Filho, defendeu que o ex-diretor é inocente e houve justificativa para regularização da nota citada por uma das testemunhas.
Procurada pela EPTV, a assessoria da Vitale preferiu não se manifestar sobre o assunto.
Initial plugin text
Veja mais notícias da região no G1 Campinas.