Estudante diz que prova deu destaque para questões de filosofia, mas não surpreendeu


Estudantes realizaram provas de ciências humanas, linguagens e redação na prova do primeiro dia do Enem 2018, neste domingo (4). ENEM 2018 – DOMINGO (4) – BELÉM (PA) – Estudante Gabriel da Silva, 17 anos, deixa local de prova no primeiro dia do Enem no IFPA, em Belém
Gabriela Azevedo / G1
O estudante Gabriel Fonseca da Silva, 17 anos, saiu da prova da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio 2018 (Enem) restando poucos minutos para o fim do horário. Ele fez a prova no Instituto Federal do Pará (IFPA), em Belém, na tarde deste domingo (4). Para o candidato, o exame não surpreendeu nos temas.
O candidato busca aprovação em uma das duas opções de cursos de faculdades públicas do Pará, biotecnologia ou medicina.”Eu achei que a prova foi boa, ela não tinha muito texto. Eu lembro que no ano passado a prova tinha muito texto. Tive a impressão que ela estava mais balanceada. Achei que eles deram uma boa variada. Focaram bem em filosofia, que não tinha tido destaque nas outras edições do exame”, pondera.
Veja a correção que o G1 fez com ajuda dos professores do Sistema COC de Ensino.
Para o jovem, nenhuma surpresa nos temas abordados. “O tema da redação foi tranquilo, foi um pouco cotado. Todo mundo estava achando que seria preconceito linguístico, só que veio a questão da internet. Mas é um tema que dava pra gente imaginar que podia vir, que popularizou esse ano, como a propagação de notícias falsas. A prova em geral não me surpreendeu muito, não tinha nada que eu não pudesse esperar que caísse”, avalia.
Leitura cautelosa
Para a candidata Elida Maia, 27 anos, das três vezes que ela prestou o exame, a edição de 2018 foi certamente a mais trabalhosa. “Fora isso eu achei a prova difícil; não sei se difícil é a palavra. Apesar de estudar e saber da parte de humanas eu tive dificuldade nas questões. Chutei poucas, mais li todas as questões. Com o tempo, no finalzinho consegui fazer tudo. Mas com 20 minutos para acabar, ainda tinham umas 15 pessoas na minha sala”, comenta.
Ela, que já é formada em biblioteconomia, tenta a aprovação no curso de economia. “Na outra vez eu era a primeira que seria chamada na repescagem, mas não teve”, diz.
Ainda segundo a candidata, a prova de ciências humanas pedia muita atenção dos estudantes. “Na parte de geografica as questões estavam bem claras e diretas, iam direto ao ponto com alternativas curtas. Mas a parte de história, sociologia e filosofia tinha que ter o conhecimento do material e ler o texto com cuidado porque as alternativa também estavam bem parecidas. Na questão 65 quem não conhecia Rosa Parks, ou o que aconteceu no ano de 1955 nos EUA não conseguia fazer”, aponta.
Prova
A prova do primeiro dia do Enem 2018 começou às 12h30 (horário local). Os portões fecharam às 12h. Neste domingo (4), são 45 questões sobre Ciências Humanas, 45 sobre Linguagens e Códigos, além da redação. A duração da prova é de 5h30.
A segunda etapa é no próximo domingo (11), com 45 questões de Matemática e 45 Ciências da Natureza. O tempo de duração da prova é de 5h.
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‘Estudar é a minha razão de viver’, diz deficiente visual de 60 anos que fez o Enem no ES


Maria de Fátima Lopes da Costa quer cursar pedagogia para ser uma professora diferente da que ela teve na infância. “Nunca é tarde para a gente vencer as coisas”, disse. Deficiente visual de 60 anos faz o Enem em Vitória
Jhuly Moura/ Divulgação Ifes
“É tão gostoso brincar de estudar. Estou adorando e aproveitando muito”. Esse foi o pensamento de Maria de Fátima quando terminou a primeira parte do Enem de 2018.
A Maria de Fátima Lopes da Costa tem 60 anos, é deficiente visual e tem nove netos. Ela mora em Tabuazeiro, Vitória, fez o Enem e sonha em cursar pedagogia para vencer o trauma da professora que batia nela com uma palmatória.
Ao fim do primeiro dia de prova, Maria se mostrou feliz em continuar aprendendo.
Maria, que é estudante do curso de Segurança do Trabalho, disse que a intérprete de inglês e a ledora a ajudaram muito, mas se pudesse escolher, ela gostaria que as imagens da exame fossem coloridas, de preferência em amarelo, para conseguir identificar os desenhos sozinha.
Ela considera que o mais adequado seria que a prova fosse em braile ou áudio.