Lula está preso há quatro meses. O que isso importa?

O ex-presidente Lula

O ex-presidente Lula
Jorge Araujo/Folhapress/21.set.2017

Pouca gente se deu conta, mas Lula está preso há exatos quatro meses. 

Quando saiu da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, no dia 7 de abril, a grande maioria dos petistas acreditava que o ex-presidente passaria pouco tempo na cadeia, em Curitiba. Obviamente, não foi o que aconteceu, mas mesmo preso por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o líder petista continua comandando sob rédeas curtas os rumos do seu partido, e, consequentemente, sendo o ator principal da campanha eleitoral.

Sem ninguém a incomodar sua liderança, Lula impôs ao PT um roteiro que obriga o partido a apostar todas as fichas numa ficção eleitoral, ou nas palavras ácidas de Ciro Gomes, a embarcar numa “viagem lisérgica”.

Desde sempre, Lula e petistas sabem que ele não estará nas urnas em 7 de outubro, mas a narrativa condiz com os desejos do ex-presidente. O problema para o PT é o estrago que pode advir dessa submissão canina a Lula.

Será que Fernando Haddad herdará naturalmente os votos de Lula? 

O Partido dos Trabalhadores poderá virar um anão político ao tentar manter Lula como gigante eterno.   

MP-RJ: fim de relação abusiva é hora de maior risco para mulher

A promotora Lúcia Iloizio, que coordena o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica contra a Mulher e Núcleo de Gênero, disse, nesta terça-feira (7), que o momento em que a mulher decide sair de uma relação abusiva e dizer “não” ao parceiro, é a hora de maior risco para ela.

A afirmação foi feita durante uma ação social no Rio de Janeiro para celebrar os 12 anos de Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres da violência física e verbal. O evento contou com a ouvidoria itinerante do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e ofereceu gratuitamente a segunda via de identidade e certidões de nascimento, casamento e óbito.

“Nós estamos aqui para fazer um trabalho de conscientização com relação à Lei Maria da Penha e também para chamar atenção para esse quantitativo [de denúncias de feminicídio]. Mulheres têm perdido a vida em razão da violência doméstica e o momento de maior risco para elas é quando decidem dizer ‘não’ àquela relação abusiva. Então todo o cuidado é pouco”, afirmou. 

Lúcia Iloizio também ressaltou a importância das mulheres não se calaram diante de casos de violência doméstica.

“Infelizmente a violência doméstica se torna, muitas vezes, uma rotina na vida da mulher e pode dar causa, sim, à morte dela. E isso é importante que se frise”, disse.

Segundo a promotora, desde 2015 — ano em que a Lei de Feminicídio foi criada — até março deste ano, o Ministério Público já registrou cerca de 170 denúncias de feminicídios tentados ou consumados.

Ainda de acordo com a promotora, as mulheres precisam saber que a lei existe e que há também outros serviços de acolhimento e atenção às vítimas de violência doméstica, como abrigamento e medidas protetivas.