Homem espanca mulher e acaba surrado por testemunhas em Porto Velho


Um homem tentou ajudar a vítima e foi atacado  com pau e pedra pelo agressor. Suspeito e a mulher estão hospitalizados no João Paulo II. Vítima e agressor foram encaminhados ao Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho
Secom/RO/Divulgação
Uma mulher de 50 anos foi hospitalizada nesta segunda-feira (2), em Porto Velho, depois de ser agredida por um homem em plena rua. A vítima chegou a desmaiar. Ela foi socorrida por uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Pronto Socorro João Paulo II.
Um homem de 30 anos, que tentou ajudar a vítima, também foi agredido com pau e pedra, e ficou ferido em um dos braços e na barriga. O agressor, de 35 anos, foi dominado por moradores da região e espancado. Com feridas graves, ele também foi socorrido ao hospital João Paulo II, onde permanece em observação.
A ocorrência, registrada como lesão corporal, aconteceu na manhã desta segunda-feira, na rua 7 de setembro, no bairro Cuniã, área norte da capital. De acordo com a polícia, o agressor arrastou a mulher pela rua, deixando-a desmaiada sobre uma calçada.
Um homem, que passava de carro pela região, parou o veículo e tentou ajudar a mulher. O agressor pegou um pedaço de madeira e uma pedra e atacou o homem. Outras testemunhas dominaram o suspeito com socos e chutes.
Segundo registro policial, médicos do João Paulo II disseram que a mulher está consciente mas reclamou de dores na cabeça e no pescoço. O caso foi registrado na Central de Flagrantes.
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MPF recomenda que área sob investigação no AP seja liberada para pequenos garimpeiros


Órgão orientou à Agência Nacional de Mineração que as áreas de lavra sejam destinadas a atuação sustentável dos que moram no distrito do Lourenço. Garimpo do lourenço, no município de Calçoene, no Amapá
Imap/Divulgação
Pequenos garimpeiros que residem no distrito do Lourenço, no município de Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, podem ter garantido o direito de trabalhar na região. O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional de Mineração (ANM) que a exploração seja liberada para atuação, de forma sustentável.
As áreas em questão são as de lavra exploradas pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros do Lourenço (Coogal), que está sob investigação desde o fim de 2017, após ser deflagrada pela Polícia Federal na operação Minamata, que investiga exploração e venda ilegal de ouro na mina mais antiga em atividade no país, localizada ao Norte do Amapá.
A área, que foi interditada em novembro de 2017, teve autorização para retornar com a exploração de ouro no dia 8 de março. A decisão da Justiça Federal aponta que apesar das investigações, a suspensão do garimpo causou danos econômicos e sociais na região.
Cooperativa foi investigada por suspeita de trabalho escravo
MTE/Divulgação
O MPF não informou quantos garimpeiros podem vir a ser beneficiados com a medida, caso a ANM acate a orientação. A recomendação foi enviada à agência no dia 23 de março, que tem até 60 dias para encaminhar relatório sobre a situação da lavra mineral no Lourenço.
Conforme pedido do MPF, o garimpo deixaria de ser explorado industrialmente, em larga escala, e passaria a ter as atividades limitadas, em regime de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), garantindo o retorno dos pequenos garimpeiros ao mercado de trabalho e a terem como sustentar os familiares, uma das principais reclamações desde o fechamento do garimpo.
Para que possam se beneficiar da recomendação, os garimpeiros terão de comprovar que já atuavam na atividade e que possuem residência fixa no distrito, informou o MPF.
O MPF ainda justifica a solicitação, defendendo que “apesar do garimpo de ouro ser uma atividade econômica, ela é a base cultural fundamental para a constituição do Lourenço como comunidade garimpeira”.
Na resposta da ANM devem constar informações sobre os títulos minerários existentes no garimpo do Lourenço, apontamento de áreas interditadas, além das medidas necessárias que deverão ser adotadas pelo poder público e pelos garimpeiros para modificar os atuais regimes de lavra da Coogal para Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), cedida aos pequenos garimpeiros.
Operação Minatama doi deflagrada no fim de 217 no Amapá
Adevaldo Cunha/Rede Amazônica
Minamata
Segundo a PF, empresários do Rio de Janeiro e de São Paulo se apoderaram da cooperativa e usaram os trabalhadores em condições análogas à escravidão. A organização criminosa teve participação de políticos locais, de acordo com as investigações.
A polícia afirmou que o grupo se aproveitou de políticas públicas para inclusão social dos garimpeiros para disfarçar a exploração clandestina da área. A organização criminosa fingia que realizava apenas pesquisa mineral e extração artesenal de pequeno porte.
A operação foi chamada de Minamata, numa referência a uma cidade japonesa onde, nas décadas de 50 e 60, houve o envenenamento de centenas de pessoas por mercúrio.
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