Bolsonaro diz que general Augusto Heleno pode ir para o GSI e não mais para a Defesa

Gabinete de Segurança Institucional controla a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Presidente eleito afirmou que Heleno é quem irá escolher. General afirmou: ‘Vou pensar’. Bolsonaro diz que general Heleno pode ir para o GSI e não mais para a Defesa
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que prefere o general Augusto Heleno como ministro do Gabinete de Segurança Institucional que como ministro da Defesa, como o próprio Bolsonaro já havia anunciado anteriormente.
O GSI, atualmente comandado pelo general Sérgio Etchegoyen, é o ministério responsável pela coordenação da área de inteligência do governo, ao qual está subordinada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O GSI fica no segundo andar do Palácio do Planalto, um abaixo do gabinete do presidente. Cabe ao GSI, por exemplo, acompanhar questões com “potencial de risco” à estabilidade institucional, fazer a segurança pessoal do presidente da República e prevenir crises.
Bolsonaro fez a afirmação após visita ao gabinete do comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Antes, almoçou com o atual ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna. Depois, iria encontrar o comandante do Exército, Eduardo Villas-Boas.
“Quem é que pode se dar ao luxo de privar da companhia de uma pessoa como o general Heleno ao seu lado. Eu gostaria sim. No que depender de mim ele irá para o GSI, mas a Defesa está aberta para ele. Se achar que é melhor a Defesa, tudo bem”, afirmou.
Indagado se preferia a Defesa ou o GSI, Heleno respondeu: “Vou pensar”.
Se Heleno não for para a Defesa, afirmou o presidente, o ministro da Defesa será outro militar. “A Defesa aqui vai ser um quatro estrelas [oficial-general], pode ser até alguém da Marinha, já que eu estou aqui. Se o general Heleno for para o GSI, eu acho que a Marinha seria muito bem representada não é? Vamos dar espaço para todas as forças”, declarou.
Bolsonaro afirmou ainda que o ministro das Relações Exteriores será alguém de carreira diplomática.

Polícia indicia suspeito de matar mulher encontrada no Rio Vacacaí-Mirim em Santa Maria


Corpo de Vanuza Rezer Muller, 37 anos, foi localizado no dia 13 de outubro. Indiciado é ex-marido da vítima. De acordo com a polícia, o casal estava separado há 4 meses e já havia denúncias de Vanuza contra o ex-companheiro.
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil indiciou o homem suspeito de ter matado Vanuza Rezer Muller, de 37 anos, encontrada dentro do Rio Vacacaí-Mirim, em Santa Maria, no dia 13 de outubro. De acordo com a delegada que investiga o caso, Débora Dias, o ex-marido da vítima vai responder por homicídio, com quatro qualificadoras.
“Ele foi indiciado por motivo torpe, havia uma disputa de posses e da guarda da filha do casal, de 8 anos. Feminicídio, por se tratar de violência doméstica, meio cruel, por ter matado ela por afogamento, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ela foi surpreendida e capturada dentro de casa. Nós encontramos a porta entreaberta e a chave caída no chão”.
A delegada ainda aguarda o laudo que deve apontar se Vanuza foi abusada sexualmente. “Ela foi encontrada seminua. No depoimento, o ex-companheiro disse que não abusou dela, mas não explicou porque ela estava sem roupas. Se for provado que ela foi estuprada, vamos remeter ao Judiciário e a pena deve aumentar,” acrescenta Débora.
A pena para homicídio, com as quatro qualificadoras, varia de 12 a 30 anos de prisão.
De acordo com a polícia, o casal estava separado há quatro meses e já havia denúncias de Vanuza contra o ex-companheiro, mas ainda não existia uma medida protetiva.
O desaparecimento dela foi registrado pelo filho mais velho, um dia antes do corpo ser achado. Vanuza tinha dois filhos, morava em Santa Maria, mas era natural de São Francisco de Assis.
A Polícia Civil não divulgou o nome do indiciado. O inquérito foi concluído na quinta-feira (1).
O homem está preso na penitenciária de Santa Maria.