Homem é preso no Reino Unido acusado de roubar R$ 43 milhões em criptomoeda


Suspeito criou site que prometia ajudar utilizadores da moeda IOTA, mas na verdade gerava chaves previsíveis. Site gerava chaves frágeis para a criptomoeda IOTA. Suspeito preso pela Europol é acusado de ter criado a página.
Reprodução
A Europol anunciou a prisão de um homem de 36 anos no Reino Unido, suspeito de roubar 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 43 milhões) em valores convertidos da criptomoeda IOTA. Além do roubo, ele terá de responder por lavagem de dinheiro.
O nome e o rosto do acusado não foram revelados. Ele foi preso na cidade de Oxford após autoridades alemãs identificarem sua localização durante uma investigação que estava em curso desde o início de 2018. Em sua residência, a polícia apreendeu eletrônicos, drogas e dinheiro.
O homem é acusado de criar e operar o site “Iotaseed.io”. Criado em 2017, o site prometia gerar “sementes aleatórias” para o uso seguro da moeda.
A semente é uma informação utilizada pelo código da moeda para gerar a chave secreta que dá acesso às moedas de cada utilizador. Ela não pode ser compartilhada com outra pessoa. No site, a semente era supostamente gerada a partir da movimentação do mouse do usuário.
Na prática, no entanto, os números gerados eram sequenciais, o que permitia ao homem controlar as moedas das pessoas que utilizaram o site. Segundo a Europol, ele teria roubado pelo menos 85 pessoas de todo o mundo.
A fraude foi revelada ainda em janeiro de 2018, quando especialistas analisaram o código do site Iotaseed.io e perceberam que as chaves geradas não eram aleatórias como o site prometia.
A IOTA é uma criptomoeda criada para a internet das coisas. A ideia é que ela seja usada como moeda de troca entre máquinas para que um sistema ou dispositivo realize determinadas funções.
A moeda estava em seu auge na época da fraude, chegando a valer US$ 5 (cerca de R$ 18) no início de 2018. Hoje, uma moeda IOTA é comercializada a US$ 0,30 (cerca de R$ 1,10).
A IOTA não acompanha um gerador de semente, o que obriga utilizadores a buscar um gerador on-line ou inventar uma semente aleatória por conta própria, conforme orientação dos criadores da moeda.
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Selo Altieres Rohr
Ilustração: G1

Menina de 12 anos foi morta em Porto Alegre porque irmão mudou de facção dentro do presídio, diz polícia


Menina foi morta em 17 de janeiro. Outra motivação para a morte foi o fato de ela ter continuado morando no mesmo local e começado a frequentar festas do grupo rival. Corpo de menina de 12 anos foi encontrado na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de uma menina de 12 anos, que foi executada a tiros no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, em 17 de janeiro. Segundo a polícia, uma das causas que motivou o crime foi o fato do irmão da vítima, que está preso, ter trocado de facção criminosa.
“Ele trocou de facção dentro da cadeia. Além disso, ela continuou morando no mesmo bairro [Agronomia] e começou a frequentar festas da facção rival”, conta o delegado Rodrigo Reis.
Segundo o delegado, a menina morava na Vila Tamanca, onde os suspeitos de terem cometido o crime também viviam. Eles teriam pego a menina e a levado até o Beco do David, perto da Estrada João de Oliveira Remião, onde ela foi morta com nove tiros.
“Ela foi retirada da invasão e levada para o beco, onde foi executada com oito tiros nas costas e um na cabeça”, relata Reis.
Dois suspeitos foram presos em flagrante no dia do crime no bairro Agronomia. Um terceiro suspeito, um adolescente, teve o pedido de internação decretado, mas está foragido.
A mãe da vítima já morreu. De acordo com o delegado, a menina morava com uma irmã.