Filme feito por comunidade quilombola sobre sússia será exibido em caminhão-cinema


Exibição será nesta sexta-feira (21) na Comunidade Lagoa da Pedra, em Arraias e no sábado (22), no centro da cidade. Documentário é registro da dança tradicional tocantinense. Filme será lançado nesta sexta-feira (21)
Divulgação
O filme “A Sússia” será lançado nesta sexta-feira (21) na Comunidade Lagoa da Pedra, em Arraias e no sábado (22), no centro da cidade. O trabalho faz parte de um projeto que percorrerá as cinco regiões do país para lançar em sessões abertas e gratuitas os 15 filmes feitos por moradores de pequenas cidades brasileiras. Ele será exibido em uma caminhão-cinema.
Objetivo é registrar costumes e histórias de cidades do interior
Divulgação
A direção é de Lucrécia Dias, moradora da comunidade e fala a dança típica do interior tocantinense. A manifestação artística remete aos tempos do quilombo, com danças em círculos ao som de tambores, cuícas, violas, pandeiros e caixas. Todos os instrumentos eram feitos artesanalmente e usados nos eventos regionais, em especial, nos festejos em homenagem ao Divino Espírito Santo.
O objetivo é registro a dança tradicional da comunidade quilombola. “Uma das melhores coisas que fiz na minha vida. Durante a gravação tivemos a oportunidade de ver os jovens participando e preservando uma cultura, uma dança que vem dos nossos antepassados. Isto foi o mais bonito”, diz Lucrécia.
Para ela, o projeto deu a oportunidade de contar uma história construída ao longo de gerações pela comunidade.
“Pra mim, o significado maior de gravar a Sússia foi ter um filme que registra uma história, uma cultura da minha comunidade. Ter uma história nossa contada por alguém daqui. A gente via muitos trabalhos feitos por pessoas de fora mas nunca por quem vive no quilombo. Somos capazes de contar nossas próprias histórias. Agora é só ansiedade e esperar a estreia.”
Tradicional dança tocantinense será apresentada em filme
Divulgação
Um caminhão-cinema é adaptado para se transformar em cabine de projeção. É equipado com uma tela de seis metros de altura, projetores, sistema de sonorização e 200 cadeiras para acomodar os espectadores.
Os 15 curta-metragem foram produzidos a partir de histórias reais ou inventadas contadas e dirigidas por moradores das próprias comunidades.
Além da obra produzida na cidade, cada sessão inclui a exibição de uma seleção de filmes feitos em outros municípios. A programação faz parte do Circuito Nacional de Exibição Revelando os Brasis VI.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.
Filme será exibido em comunidade onde foi produzido
Divulgação
Filme foi feito por comunidade quilombola
Divulgação
Gravações foram na própria comunidade
Divulgação

Dança remete aos tempos do quilombos, com danças em círculos ao som de tambores
Divulgação

Luan Santana repete receita sensual de ‘Acordando o prédio’ em novo EP: ‘Sexo também é amor’


Em novo projeto, cantor grava com Jorge & Mateus e Kekel e também fala sobre machismo em música com Simone e Simaria: ‘É um assunto que precisa ser discutido’. Luan Santana canta com Jorge e Mateus em EP
Divulgação
Luan Santana dominou as rádios em 2017 cantando que ia acordar o prédio, fazer inveja para o povo que estava indo trabalhar, enquanto ele fazia “amor gostoso” de novo.
A faixa com apelo mais erótico (distante dos versos “Te dei o sol, te dei o mar pra ganhar seu coração” de “Meteoro”) ganhou continuidade no EP “Live-Móvel”.
No novo trabalho, com sete inéditas, Luan…
Fala de noites de amor no sofazinho de dois lugares
Pergunta para uma pessoa indecisa entre dois amores: “Quem te leva ao céu, sem te tirar do colchão. Quem é que tira o seu mel, te deixa molinha no chão?”
E fala sobre uma mudança que ele quer fazer em um quarto onde pretende passar o resto do ano: “Vou pôr areia pra fazer amor na praia, tirar o teto pra fazer à luz da lua, pôr uma faixa de pedestre e uma placa pra quando der vontade de se amar na rua”
“Uma coisa que sempre gostei muito é de evoluir, mas também de pegar o último trabalho de base, as coisas que mais deram certo no trabalho passado. A ‘Quarto’ eu considero a evolução de ‘Acordando o prédio’”, diz Luan ao G1, citando uma das novas faixas.
“Não tem esse lance de ‘ah, agora vou cantar coisas mais sexy’. Eu já disse um pouco de tudo ao longo desses dez anos. ‘Acordado o prédio’ é mais sexy, ‘Escreve aí’ é mais romântica, mais profunda; ‘Cê topa’ é romântica e divertida. Então, eu consigo falar de amor de todas as formas”.
Mas há uma preocupação por ter grande público infanto-juvenil?
“Acho que as letras são supertranquilas, não tem nada explícito. Falam de amor de uma forma mais sexy. Mas o sexo também é amor, sem dúvida”.
Veja uma análise do novo EP de Luan:
G1 Ouviu comenta novo EP de Luan Santana
Simone, Simaria, Jorge, Mateus & Kekel
Mas calma! Não só de amor e sexo vive Luan em seu novo disco. O cantor traz uma pegada “good vibe” em “Boa Memória”. Ele transmite bons sentimentos para a ex em seu novo relacionamento. E também fala de machismo em uma faixa com Simone e Simaria.
“A música ‘Machista’ é para as pessoas abrirem os olhos. Tanto que na letra fala exatamente isso: é uma bobagem o cara ser machista, ele perdeu ela [a namorada] justamente por isso. É um erro que ele cometeu”.
“É um assunto que precisa ser discutido, porque machismo não está com nada”.
O disco tem participação de Kekel e Jorge e Mateus, parceria muito aguardada pelos fãs do cantor. Mas, para Luan, o feat mais esperado ainda não aconteceu.
“Ainda mantenho o Roberto [Carlos como a parceria dos sonhos]. É um cara que me espelho muito como ídolo. Pra mim, é o cara que tem a carreira mais irretocável e perfeita. Admiro muito. Seria incrível ter uma música com ele”.
“Vou lançar uma música com o Roupa Nova, que era um dos meus sonhos. São caras que admiro muito. E vamos indo. Tenho vários ídolos, mas Roberto Carlos é o maior deles”.
Luan Santana em Estrela do Indaiá
Divulgação
Live-móvel, tipo U2
O EP foi gravado em vários pontos do Brasil. Para a filmagem, o cantor chegava em um caminhão e, quando abria o baú do veículo, começava a cantar, em cidades como Estrela do Indaiá (MG) e Piranhas (AL). A inspiração de Luan veio do U2, conhecido por fazer shows surpresas.
“Na hora da reunião pra gente escrever como seria o projeto, eu queria um lugar que as pessoas não me conhecessem. ‘Quem é esse cara aí?’. A gente procurou até um lugar que não tivesse televisão, energia elétrica, sei lá. Mas é bem complicado achar hoje em dia lugares que não têm luz”.
O resultado das gravações não ganhará um produto físico (CD ou DVD), mas vai virar uma série de clipes divulgados a cada 14 dias.
As músicas do EP estão na turnê “X”, que começou em março deste ano celebrando 10 anos da carreira. A fusão dos dois projetos vai gerar outra turnê: a “Live-Movel X” estreia em 26 de outubro, em São Paulo.
Luan Santana grava em Maceió
Divulgação