Motorista de app é morto por garupeira de moto no CE; testemunha relata discussão de trânsito

Testemunha do crime contou que a mulher atirou na vítima após a discussão. Um motorista de aplicativo foi assassinado na manhã desta quarta-feira (19) durante uma discussão de trânsito na Avenida Filomeno Gomes, no Bairro Jacarecanga. Conforme a Secretaria da Segurança Pública, uma mulher que estava na garupa de uma motocicleta atirou na vítima durante o atrito.
Um homem que viu o crime, que prefere não ser identificado, disse à TV Diário que o motorista e o casal na moto discutiram após os veículos quase colidirem na avenida. Em seguida, o motorista seguiu no carro, mas foi perseguido pelo motociclista.
A motocicleta ficou ao lado da moto e a mulher que estava na garupa atirou diversas vezes na vítima. O motorista Walter Gomes de Azevedo, 38, morreu na hora.
“A moto estava no chão e eles estavam discutindo. Depois, ele (motorista) disse que ia sair. Mas o motoqueiro seguiu o veículo e emparelhou a moto. A passageira que atirou. Ouvi uns quatro tiros”, disse a testemunha.
Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas ao local, e realizam levantamentos acerca do assassinato. A Polícia Militar realizou buscas no local, mas os suspeitos não foram localizados.

TJ mantém medidas cautelares contra réus da Operação ‘Poseidon’ em Uberlândia


Investigados voltaram a ser proibidos de frequentar as dependências do Dmae e da Prefeitura. G1 procurou defesa dos réus para comentar o assunto. A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) cassou as liminares que suspendiam as medidas cautelares aplicadas contra os seis réus da Operação ‘Poseidon’, em Uberlândia.
Com isso, os eles voltaram a ser impedidos de acessar ou frequentar a Prefeitura e o Departamento de Água e Esgoto de Uberlândia (Dmae) até a conclusão do processo e ainda devem comparecer mensalmente em juízo.
Os acusados são investigados por irregularidades encontradas em contratos celebrados pelo Departamento de Água e Esgoto de Uberlândia (Dmae).
Operação Poseidon investigou irregularidades em contratos de obras do Dmae com a construtora Araguari Engenharia; seis foram presos
Fernanda Vieira/G1
As medidas cautelares foram aplicadas em junho, após o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) ser deferido pela comarca da cidade. Os réus recorreram da decisão na segunda instância e tiveram a liminar concedida. No julgamento do mérito, as liminares foram derrubadas e restabelecidas as medidas aplicadas anteriormente pelo juiz criminal de Uberlândia, José Luiz de Moura Faleiros.
Nas decisões publicadas na última semana, os desembargadores Fernando Caldeira e Eduardo Brum foram favoráveis à cassação da liminar, contra o voto do desembargador relator, Corrêa Camargo.
Justificativas
Nos autos, o Ministério Público Estadual (MPE) informou que os denunciados David Thomaz Neto, Carlos Henrique Lamounier Borges e Manoel Calhau Neto voltaram a compor o quadro de servidores ativos da Administração Direta e Indireta de Uberlândia.
Em relação ao acusado Manoel Calhau Neto, o mesmo estaria no cargo comissionado de assessor técnico, tendo retomado as atividades em abril. Já os ex-diretores do Dmae, David Thomaz Neto e Carlos Henrique Lamounier, foi informado que os mesmos foram afastados das funções em caráter liminar e temporário, contudo, o decreto que assim o determinava, teria sido revogado no dia 17 de abril de 2018.
Os promotores de Justiça alegaram que a frequência dos investigados nas dependências da Prefeitura de Uberlândia e do Dmae prejudica o andamento do processo devido ao acesso integral a documentos e eventuais testemunhas.
Outra justificativa apresentada pelo Ministério Público é de que pessoas supostamente ligadas à empresa privada Araguaia Engenharia – cujos contratos celebrados com o Dmae estiveram sob investigação – teriam retirado várias caixas contendo documentos da sala de um condomínio na cidade.
Medidas cautelares
Com as liminares cassadas, os réus voltaram a ser impedidos de acessar ou frequentar a autarquia e o Dmae até a conclusão do processo; devem comparecer mensalmente em juízo e estão proibidos de se ausentarem da comarca até a conclusão da instrução processual.
Também ficam suspensos do exercício de função pública os denunciados Manoel, Carlos e David, bem como de atividade de natureza econômica ou financeira o ex-engenheiro da empresa, João Paulo Voss, e o sócio da empreiteira na época dos fatos, Daniel Teodoro Vasconcelos.
Quanto ao réu e ex-servidor do Dmae, Epaminondas Honorato, ele não ocupa cargo efetivo ou comissionado no Município e não trabalha em empresa que presta serviço ao Dmae. Por isso, a medida que impede o acesso ao prédios municipais não traz prejuízo a ele.
O outro lado
O G1 conversou com a defesa de Manoel, Carlos, Epaminondas e João Paulo, que explicou por telefone que o ponto principal da peça era em relação à prisão desnecessária dos réus, que hoje estão em liberdade.
Informou, ainda, que interpôs embargos de declaração para pedir a flexibilização de alguns pontos das cautelares como ter que informar previamente qualquer viagem dos réus, incluindo as de curto período. O recurso foi protocolado nesta terça-feira (18) e aguarda análise dos desembargadores.
Os advogados de David Thomaz e Daniel Teodoro não retornaram até a publicação desta reportagem.
O Dmae também foi procurado para comentar sobre o afastamento dos servidores investigados e o G1 aguarda resposta.
Poseidon
A operação Poseidon foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia e investigou a suposta participação dos denunciados em crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva.
Também há informações sobre possível ocultação de provas relacionadas a contratos firmados pelo Dmae com a Araguaia, entre 2009 e 2010, que são alvo da investigação.
Promotores do Gaeco de Uberlândia conduziram as investigações e identificaram irregularidades nos contratos do Dmae
Caroline Aleixo/G1
Os promotores do Gaeco apuraram ainda que houve uma diferença de aproximadamente R$ 12 milhões entre os valores pagos pelo Dmae e os serviços executados pela Araguaia Engenharia.
O processo tramita na 1ª Vara Criminal da comarca de Uberlândia e a audiência de instrução e julgamento está marcada para o dia 7 de fevereiro de 2019.