Ucrânia: brasileiro acusado de terrorismo apanha de nacionalistas

Rafael lutou ao lado de separatistas ucranianos

Rafael lutou ao lado de separatistas ucranianos
Andrew Butko/Wikicommons

O brasileiro Rafael Lusvarghi, 33 anos, foi agredido por uma multidão de nacionalistas que incluía grupos ultranacionalistas nas ruas de Kiev, capital da Ucrânia, nesta sexta-feira (4).

Rafael, que era soldado da Polícia Militar de São Paulo quando vivia no Brasil, viajou para a Ucrânia para lutar pela criação da República Popular de Donetsk, uma região no sudeste do país, ao lado de separatistas ucranianos e milícias russas entre 2014 e 2015.

Ele voltou ao Brasil vindo pela Rússia, até que no fim de 2016, ele recebeu uma falsa proposta de emprego feita pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), o convidando a voltar para o país. Ele foi preso quando chegou ao aeroporto.

Na sequência, ele foi acusado e condenado a 13 anos de prisão por terrorismo. Em dezembro do ano passado, ele foi colocado em liberdade por conta de um recurso que dizia que ele tinha confessado alguns crimes sob tortura.

A condenação foi cancelada e ele estava no país aguardando um novo julgamento. Os documentos do brasileiro estão sob a responsabilidade do governo ucraniano, portanto ele não pode voltar ao Brasil.

Nesta semana, Rafael foi descoberto por jornalistas da Radio Free Europe Radio Liberty vivendo em um mosteiro ortodoxo em Kiev .Os repórteres confrontaram o brasileiro, que inicialmente, negou sua identidade.

Na entrevista, publicada no site da Rádio, ele afirmou que não sabe porque está livre. “Quando eu estava preso, li sobre a religião [Ortodoxa] e me tornei um homem de Deus”, disse ele, sobre estar vivendo no mosteiro.

Depois que a entrevista foi publicada e seu paradeiro descoberto, ele foi atacado por ultranacionalistas ucranianos que invadiram o mosteiro, cuspiram no pé de um dos padres e escoltaram Rafael até o prédio da SBU.

Os homens ainda pegaram seus documentos e diários, enquanto transmitiam tudo pelo Facebook.

A multidão só se acalmou quando um representante da SBU apareceu e disse que fará uma investigação adicional sobre Rafael. Ele foi levado pelo Serviço de Segurança da Ucrânia, mas não se sabe para onde.

O governo ucraniano não se manifestou sobre as agressões sofridas pelo brasileiro ou sobre o julgamento dele.

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Justiça determina que abrigo de idosos em Uberaba fique impedido de receber novos internos


Lar de Acolhimento ao Idoso ‘Raízes de Davi’ é alvo de ação do MPMG devido a problemas estruturais. Abrigo disse que não foi notificado, mas está provisoriamente fechado e sem pacientes. Idosos não poderão mais ser recebidos em abrigo alvo de ação do MPMG em Uberaba
Reprodução/Rede Amazônica
A Justiça determinou que o Lar de Acolhimento ao Idoso “Raízes de Davi”, em Uberaba, não receba novos internos.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a decisão foi tomada em segunda instância após Ação Civil Pública (ACP) realizada pela 14ª Promotoria de Justiça da cidade. A publicação foi feita no dia 1º de maio.
A proprietária do abrigo de idosos, Rose Mary Dias, informou ao G1 nesta sexta-feira (4) que não foi notificada sobre a determinação judicial, mas que encerrou as atividades do lar provisoriamente em março deste ano para regularizar toda a situação e, por isso, atualmente, nenhum interno está sob responsabilidade do local.
Segundo ação do MPMG, o abrigo de idosos não apresenta condições de moradia, saúde, higiene, alimentação e administração, o que coloca em risco a saúde dos internos.
Lar de acolhimento
O MPMG constatou que, em vistoria no abrigo, a Vigilância Sanitária encontrou seis residentes, sendo que uma jovem de 29 anos estava hospitalizada com problemas mentais.
Conforme o órgão, a permanência de portador de transtorno mental ou deficiente mental com menos de 60 anos em instituição de idosos é ilegal.
Ainda de acordo com a promotoria, além de não receber novos internos, o abrigo de idosos terá que providenciar, ainda em maio, uma relação contendo RG, CPF, nome do responsável pela internação e do familiar mais próximo, com respectivo número de telefone e endereço de todos os atuais internos, além de cópia dos contratos celebrados.
Determinação ao Município
O processo determinou ainda que a Prefeitura de Uberaba terá que realizar o imediato cadastramento de todos os internos e respectivos familiares, além de fornecer diagnóstico dos casos de internos não idosos.
Ao município de Uberaba compete ainda a apresentação de estudo psicossocial realizado, informando, se for o caso, o plano de remanejamento dos abrigados na referida casa lar.
A Justiça ainda determinou que o município fica responsável por fiscalizar e impedir a entrada de novos pacientes no Lar de Acolhimento ao Idoso “Raízes de Davi”.
A reportagem entrou em contato com o Executivo, que informou que as secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde atenderão a liminar no que compete ao município, fazendo o cadastramento dos idosos, promovendo nova inspeção por parte da Vigilância Municipal e garantindo o atendimento no setor de Atenção Psicossocial.

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