Cerca de 42% dos casos de suicídio estão ligados a relacionamentos 

Alinne cometeu suicídio dois dias após ser deixada pelo noivo

Alinne cometeu suicídio dois dias após ser deixada pelo noivo

Um levantamento realizado pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), do governo norte-americano, mostrou que cerca de 42% dos casos de suicídio ocorridos nos Estados Unidos estão ligados a relacionamentos. De acordo com os dados do órgão, outros motivos que levam pessoas a cometerem o ato contra si mesmas estão relacionados ao abuso de substâncias, dinheiro, trabalho, perda de moradia e problemas de saúde.

Segundo o CDC, os casos de suicídio aumentaram 30% entre 1999 e 2016 e os motivos que levaram às mortes eram, geralmente, multifatoriais. Em 2016, cerca de 45 mil pessoas morreram por suicídio nos EUA. O órgão afirma ainda que cerca de 54% dos suicídios não tinham ligação com doenças psiquiátricas.

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O psiquiatra Diego Tavares, do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) explica que a falta de um relacionamento estável é um fator de risco para o suicídio. “Quando há um relacionamento, a pessoa tem um suporte psicológico adequado para lidar com suas questões. Se a pessoa é solteira e já está deprimida, os problemas, desde os menores, como limpar a casa, até os maiores, como as contas, acumulam e viram uma bola de neve”, afirma.

Entretanto, o relacionamento ou a falta dele não é a causa de suicídio, mas pode ser um gatilho. “Se o cérebro tem uma predisposição biológica para o suicídio, como a depressão, e tem a somatória de um gatilho, como um fim de relacionamento, e a pessoa perde todas as esperanças, o emocional não vê saída para os problemas, com o impulso, acaba cometendo algo contra si”, explica.

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O caso da blogueira Alinne Araújo, 24, seguiu dessa maneira. Alinne foi deixada pelo noivo no sábado (13), um dia antes de seu casamento e, como já estava com a festa totalmente paga, decidiu casar consigo mesma. Nesta segunda-feira (15), após receber críticas na internet pela festa, a estudante de psicologia, que já sofria com depressão, se matou.

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Tavares afirma que a reação diante da rejeição se dá pelo aprendizado psicológico e pela capacidade de lidar com a frustração. Assim, conforme o impacto emocional individual de casa pessoa, algumas conseguem lidar bem ao serem rejeitadas e outras, mediante ao histórico da pessoa e a impulsividade, podem ter a chance de suicídio aumentada.

Mas os relacionamentos amorosos não são os únicos que podem aumentar as taxas de suicídio. O psiquiatra afirma que uma pessoa que sofre com relacionamentos tóxicos, sejam por amizades, pais, mães e até irmãos podem ter maior tendência a tentar o suicídio.

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“O paciente que sofre com toxicidade emocional não tem um fator protetor exatamente onde espera encontrar. Se um familiar, por exemplo, não entende a doença, perguntando ‘Mas você ainda está deprimido? Você não vai levantar?’, isso pode agravar a situação, tornando-se mais um fator de risco”, finaliza o psiquiatra.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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Acidentes com escorpião aumentam 30% na cidade de São Paulo

Escorpiões se escondem em ralos, vigas, espaços atrás de móveis e telas

Escorpiões se escondem em ralos, vigas, espaços atrás de móveis e telas
Arquivo/Agência Brasil

O número de acidentes com escorpiões na cidade de São Paulo, resultando em picada, aumentou 29,67% no primeiro semestre deste ano na comparação com o ano passado. De janeiro a junho desde ano, foram 118 acidentes. Em 2018, foram 91 acidentes no mesmo período.

Os dados foram fornecidos pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do governo federal.

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“A ocorrência de acidentes com escorpião deve-se à ocupação irregular do solo e descarte inadequado de lixo especialmente material de construção, o que atrai insetos e animais como baratas, alimento natural do escorpião”, informou a secretaria municipal.

O que fazer em caso de acidente com escorpião

A Secretaria Municipal de Saúde dá as seguintes orientações:

Retirar sapato, anel, pulseira ou fitas que funcionem como torniquete;
Lavar somente com água e sabão o local da picada;
Fazer compressas mornas (compressas frias pioram a dor);
Procurar atendimento no serviço de saúde mais próximo;
Se possível, levar o animal para identificação.

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O Hospital Vital Brasil, do Instituto Butantã, referência em atendimento em casos de acidentes com animais peçonhentos, atende 24 horas, todas as ocorrências incluindo acidentes com escorpiões, além de dar orientações por telefone (11) 3723-6969, (11) 2627-9529, (11) 2627-9530.

Hábitos do escorpião

Informações da Superintendência de Controle de Endemias, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, dão conta de que a principal fonte de alimento dos escorpiões são os insetos e pequenos animais, como aranhas, grilos, pássaros, roedores e barata.

O escorpião pode se alimentar também de outros escorpiões. Os principais predadores naturais do escorpião são lacraias, sapos, gaviões, corujas, macacos, lagartos, galinhas e camundongos.

No ambiente urbano, os escorpiões se escondem em locais que se assemelham à condição da natureza como vãos, frestas, buracos, entulhos entre outros. Exemplos desses locais do habitat em meio urbano são subsolo de edificações, imóveis inacabados, galerias de esgoto domiciliar, materiais de construção e vasos de plantas.

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Nas residências, locais próximos a ralos, vigas, sótãos, forros e espaços atrás de móveis e telas podem atrair escorpiões. Cemitérios e terrenos baldios também são considerados áreas vulneráveis, além de praças e áreas externas de domicílios malconservadas.

Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, após a picada de um escorpião o veneno provoca uma estimulação de terminações nervosas sensitivas o que causa o aparecimento de dor intensa, edema e eritema discreto (vermelhidão), sudorese (aumento de suor) próximo da picada e piloereção (arrepio) na região.

Prevenção de acidentes

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do estado de São Paulo tem algumas orientações para prevenir acidentes com escorpiões. São elas:

Manter jardins e quintais limpos;
Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das casas;
Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas;
Manter a grama aparada;
Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto às casas;
Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois aranhas e escorpiões podem se esconder neles e picam ao serem comprimidos contra o corpo;
Não pôr as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres. Usar calçados e luvas de raspas de couro para atividades em que seja preciso colocar a mão e pisar em buracos, entulhos e pedras;
O escorpião apresenta hábito noturno, e assim, para evitar sua entrada nas casas, deve-se vedar as soleiras das portas e janelas quando começar a escurecer;
Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques;
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e as paredes, consertar rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas, colocar telas nas janelas;
Afastar as camas e berços das paredes;
Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão;
Não pendurar roupas nas paredes;
Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes que possam ser mantidos fechados, para evitar baratas, moscas ou outros insetos que servem de alimento para os escorpiões.