Vítimas de Harvey Weinstein receberão acordo de US$ 18,9 milhões


Ex-produtor foi condenado a 23 anos de prisão por estupro e agressão sexual em março. Pagamentos precisam ser aprovados por dois tribunais. Harvey Weinstein no Tribunal de Nova York nesta quinta-feira (20)
Alec Tabak/Pool via REUTERS
Várias mulheres que sofreram assédio e agressão sexual quando trabalhavam para Harvey Weinstein, condenado por estupro e outras acusações em fevereiro, receberão quase US$ 19 milhões no âmbito de uma ação coletiva, anunciou a procuradora-geral de Nova York.
Os pagamentos, que devem ser aprovados por dois tribunais, são o resultado de uma ação apresentada contra o ex-produtor de cinema, que atualmente cumpre uma pena de 23 anos de prisão, e o estúdio The Weinstein Company.
“Harvey Weinstein e The Weinstein Company falharam com suas funcionárias. Depois de todo o assédio, ameaças, discriminação e discriminação de gênero, estas sobreviventes finalmente receberão algo de justiça”, afirmou a procuradora Letitia James em um comunicado.
Ex-produtor de Hollywood, Harvey Weinstein é condenado a 23 anos de prisão
O processo estabelece que Weinstein “pediu ou forçou funcionárias mulheres a estabelecer contatos sexuais não desejados para manter seus empregos ou avançar em suas carreiras”.
Um advogado de várias vítimas de Weinstein criticou o acordo proposto. Douglas Wigdor, que tem entre suas clientes Tarale Wulff, uma garçonete que afirmou ter sido estuprada no apartamento de Nova York do ex-produtor em 2005, descreveu o acordo como uma “completa traição”.
Ele disse que, pelo acordo, Weinstein “não aceita responsabilidade por suas ações” e não pagará com seu próprio dinheiro.
Wigdor também afirmou que a proposta impede as vítimas que não desejam aceitar o acordo de buscar outras vias de compensação e que, portanto, vai contestar o mesmo no tribunal.
A declaração da procuradora-geral não menciona um acordo de US$ 25 milhões de dólares alcançado com dezenas de mulheres em dezembro.
Weinstein foi declarado culpado em fevereiro por ato sexual criminoso e estupro, em um veredicto chave para o movimento #MeToo.
A sentença anunciada no mês seguinte representou a queda definitiva do ex-produtor de cinema de 68 anos, que foi acusado de comportamento sexual agressivo por quase 90 mulheres, incluindo as atrizes Angelina Jolie e Salma Hayek.

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Disputa por vaga de Decotelli evidencia descaso com Educação no governo Bolsonaro

Gerson Camarotti analisa situação do Ministério da Educação
A disputa aberta entre as alas ideológica e militar pela vaga de ministro da Educação evidencia o descaso com o setor em 18 meses do governo de Jair Bolsonaro. O posto ficou vago diante do pedido de demissão nesta terça-feira (30) de Carlos Decotelli, que não chegou a tomar posse na pasta.
A ala militar deve ganhar a queda de braço em relação aos chamados “olavistas” do governo, os seguidores do ideólogo Olavo de Carvalho. O reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Correia, disputa a vaga e tem o apoio dos militares do governo.
Mas, a queda de Decotelli por causa de um currículo falso mostrou apenas a face mais visível da paralisia no setor educacional. Em um ano e meio, a pasta terá agora o quarto titular. O primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, caiu por deficiência de gestão.
Já o sucessor, Abraham Weintraub, assumiu com o objetivo de fazer um loteamento ideológico no Ministério da Educação e ganhou holofote com uma agressiva militância virtual. Caiu após se envolver em uma série de polêmicas e ser investigado por ataques aos ministros do Supremo. Resultado: uma gestão sofrível, que deixou uma herança de graves problemas no setor.

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