Trump ameaça paralisar governo se oposição não liberar verba para muro

Presidente dos EUA quer US$ 5 bilhões para construir muro na fronteira com o México. Democratas afirmaram que é possível proteger a fronteira sem o muro. Trump ameaça paralisar governo se oposição não liberar dinheiro para construir o muro
O presidente americano, Donald Trump, ameaçou paralisar o governo se a oposição não liberar dinheiro para construir o muro na fronteira com o México.
Donald Trump tinha dois assuntos importantes para discutir com a deputada Nancy Pelosi e o senador Chuck Schumer, líderes do Partido Democrata. A Casa Branca precisa que o Congresso aprove um orçamento para evitar o fechamento de vários setores do governo antes do Natal. E o presidente também quer US$ 5 bilhões para a construção do muro na fronteira com o México.
Só que em vez de acordo, houve bate-boca. Trump insistiu em dizer que a imigração é um perigo para a segurança e até para a saúde pública dos Estados Unidos. Os democratas afirmaram que é possível proteger a fronteira sem o muro e que estão dispostos a aprovar mais de US$ 1 bilhão para medidas de segurança.
Diante do impasse, Trump afirmou: “Vou ter orgulho de fechar o governo em troca da segurança na fronteira”.
Mais cedo, em uma rede social, ele tinha dito que, se não tivesse o apoio dos democratas, o Exército construiria o muro.
Desde que Trump tomou posse, o partido dele, o republicano, é maioria no Congresso. Mas a partir de janeiro, a oposição vai controlar a Câmara e nesta terça-feira (11) o presidente teve uma amostra da resistência que enfrentará nos próximos dois anos.

Pesquisa sobre ‘drogômetros’ mostra consumo de substâncias entre motoristas de Porto Alegre

Pesquisadores do Hospital de Clínicas empregaram quatro aparelhos importados, capazes de atestar o uso de drogas nas últimas 24h. Resultados mostraram que mais de 20% dos motoristas tiveram resultado positivo para pelo menos um tipo de substância. Testes de ‘drogômetro’ identifica que motoristas dirigem sob efeito de substâncias
Estudiosos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre realizaram uma pesquisa em Porto Alegre com o objetivo de testar a eficácia dos “drogômetros” – aparelhos que atestam a presença de drogas no sangue nas últimas 24h. Os equipamentos foram utilizados para análises de exames em motoristas retirados do trânsito por agentes das operações da Balada Segura, na capital gaúcha.
As avaliações apontaram que 20,1% dos exames tiveram resultados positivos para pelo menos uma substância psicoativa.
8,5% tiveram amostras positivas para cocaína;
8% para benzodiazepínicos, remédios para ansiedade ou para dormir;
5,6% para maconha e 3,1% para anfetaminas.
Quatro drogômetros importados foram utilizados nas análises. O teste tinha como objetivo mostrar qual equipamento mais se adaptaria a ser usado no Brasil.
Três deles tiveram bom resultado, mas não a ponto de determinar com 100% de certeza a presença de todas as substâncias que normalmente são usadas pelos motoristas da capital.
A recomendação dos pesquisadores é que a tecnologia seja usada pra ajudar policiais treinados a detectar sinais de intoxicação. Agentes que saibam identificar adequadamente os efeitos das drogas podem empregar o aparelho para afastar do volante motoristas que realmente representam riscos. Os resultados serão enviados ao Congresso Nacional.
“Com o aparelho, se for homologado e liberado pelo Congresso, nós esperamos ser um fator inibitório de que as pessoas dirijam utilizando algum tipo de droga”, salienta o chefe de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal no estado, Alessandro Castro.
Já a advogada da área de Direito de Trânsito Rochane Ponzi avalia que o aparelho não garante maior segurança. “O drogômetro, pela conclusão que chegamos aqui, ainda há os falsos positivos, falsos negativos, e ele, como equipamento de utilização única, ele não seria o mais adequado”, opina.
O diretor do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Trânsito e Álcool do Hospital de Clínicas, Flávio Pechansky, lembra dos perigos de dirigir sob efeito de narcóticos. “Como a gente não sabe o efeito individual de cada substância em cada motorista, é melhor que elas não estejam presentes. Todas essas substâncias que avaliamos podem causar risco ao trânsito”, lembra.