Duas pessoas são presas por envolvimento em esquema de venda de certificados de vacina no Galeão


Pelos documentos, eram cobrados de R$ 200 a R$ 1 mil, dependendo da nacionalidade e desespero do passageiro Esquema de venda de certificados funcionava no Galeão
Divulgação
A polícia descobriu um “mercado” de venda de certificados internacionais de vacina que era operado no Aeroporto Tom Jobim, o Galeão. Como mostrou o RJ2 desta sexta-feira (3), duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no esquema.
Para viajar a alguns países, autoridades exigem, por exemplo, que brasileiros tomem vacina contra a febre amarela. Quem não estiver imunizado não pode nem entrar no avião e acaba barrado no “check in” da própria companhia aérea.
Ao notar o desespero de passageiros que perderiam o voo, taxistas no Galeão, que são credenciados, aparecem e oferecem uma saída: prometem que em poucos minutos conseguem a documentação para a viagem.
Ainda há opção. Os passageiros podiam escolher entre dois documentos: certificados de vacinação preenchidos na hora ou um atestado de isenção da vacina, carimbado e assinado por um médico.
Um dos objetos apreendidos pela polícia é um carimbo, roubado de um médico de Mangaratiba em 2014. A assinatura no documento era falsa.
De acordo com a polícia, a responsável por forjar os documentos é Monick da Silva Pinto Matos. A mulher trabalha no posto de saúde da família do Parque Royal. Ela foi presa nesta quinta.
Na casa dela, os policiais encontraram blocos de comprovante de vacina em branco. Também foi preso o taxista Eduardo de Oliveira Sinfrônio, que vendia os certificados no aeroportos.
Pelos documentos, eram cobrados de R$ 200 a R$ 1 mil, dependendo da nacionalidade e desespero do passageiro.
A delegacia do aeroporto internacional já identificou outros dois taxistas envolvidos no esquema. Já foi feito, inclusive, um levantamento junto a uma companhia aérea de certificados falsos apresentados. Os passageiros que compraram os documentos também serão chamados a depor.
Quem tomou a vacina e precisa do certificado, pode conseguir a declaração no posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no próprio aeroporto.