Brasileiro é condenado à prisão na Austrália por agredir paquistanesa

 Mehreen Ahmad foi agredida por brasileiro

Mehreen Ahmad foi agredida por brasileiro
Reprodução/Facebook

O brasileiro Eduardo Santos Abrahão Filho foi condenado a nove anos e meio de prisão pela Justiça da Austrália nesta quinta-feira (2), por tentativa de homicídio contra a paquistanesa Mehreen Ahmad em maio do ano passado. As informações são da rede de notícias australiana ABC News.

De acordo com a publicação, Abrahão Filho — que, à época do crime, tinha 27 anos — agrediu a estudante paquistanesa, de 31, nas escadas de incêndio de um edifício na cidade de Perth, provocando sérios danos cerebrais. Atualmente, Mehreen vive em uma cadeira de rodas em estado vegetativo.

Agressão na escada

O brasileiro e a paquistanesa se conheceram em uma festa que ocorria em um apartamento em Perth. O promotor Paul Usher relatou ao tribunal que o par saiu junto da celebração para comprar cigarros e, ao voltar, a vítima teve sua cabeça chocada contra um chão de concreto antes de cair dois lances pela escada. A investigação concluiu que houve uma luta corporal entre Abrahão Filho e Mehreen.

Paquistanesa vive em estado vegetativo após agressão

Paquistanesa vive em estado vegetativo após agressão
Reprodução/abc.net.au/

O brasileiro fugiu da cena do crime, mas foi preso horas depois. Mehreen foi encontrada inconsciente sobre uma poça de sangue.

Versão da defesa

A advogada de defesa de Abrahão Filho, Linda Black, afirmou que as ações de seu cliente, ‘por mais desprezíveis que fossem’, não tinham a intenção de causar danos permanentes a Mehreen. Linda declarou que o brasileiro era trabalhador e nunca foi conhecido por ser uma pessoa violenta. Ela completou que ele pretendia passar a vida na Austrália, mas provavelmente seria deportado após a sentença de prisão.

A paquistanesa vive hoje em seu país natal em estado ‘completamente irresponsivo’, segundo depoimentos de familiares. Ela depende dos pais para comer e realizar suas necessidades básicas.

O R7 tentou contato com o Itamaraty para saber o posicionamento do órgão sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta nota.

Cidades dos EUA processam governo Trump por ‘sabotar’ Obamacare

Quatro cidades americanas estão processando Trump

Quatro cidades americanas estão processando Trump
REUTERS/Carlos Barria/1.8.2018

Quatro grandes cidades norte-americanas entraram com um processo, nesta quinta-feira (2), argumentando que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, está, inconstitucionalmente, tentando sabotar o Obamacare ao não executar fielmente a lei de seguros de saúde.

A ação apresentada no tribunal federal de Baltimore pelas cidades de Baltimore, Chicago, Cincinnati e Columbus, em Ohio, argumenta que o presidente republicano está “travando uma campanha implacável para sabotar e, por fim, anular a lei”.

O processo afirma que, como o Congresso não revogou o Ato de Saúde Acessível (ACA), como o Obamacare é conhecido legalmente, a Constituição exige que Trump garanta que a lei, como todas as outras, seja “executada fielmente”.

As cidades dos Estados de Ohio, Maryland e Illinois argumentaram que as ações do governo as estão forçando a gastar mais com cuidados não ressarcidos para seus moradores, ao elevar a quantidade de indivíduos sem seguro.

A ação disse que Trump está indo contra sua obrigação de garantir o cumprimento da lei ao tomar ações executivas que visam miná-la, depois que não foi capaz de revogá-la no Congresso, como prometeu que faria durante sua campanha.

“Ao exercer ativa e declaradamente a autoridade executiva para sabotar o ACA, os réus não estão agindo com boa fé; ao invés disso, eles usurparam a função legislativa do Congresso e estão violando a Constituição”, disse.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos não respondeu de imediato a pedido por comentário.

O Ato de Saúde Acessível foi implementado em 2010, durante governo do presidente democrata Barack Obama. A lei ampliou seguros de saúde para cerca de 20 milhões de norte-americanos.