Municipários ligados ao Simpa mantêm greve

Paralisação terá reforço a partir da próxima semana quando educadores voltam do recesso Crédito: Alina Souza

Paralisação terá reforço a partir da próxima semana quando educadores voltam do recesso Crédito: Alina Souza
Correio do Povo

Em greve desde terça-feira, os servidores municipais ligados ao Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) decidira, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, manter a paralisação. A partir da próxima semana, a mobilização deve ganhar reforço dos trabalhadores da área da Educação, que retornam de recesso na segunda-feira, quando também devem ocorrer novos atos pela cidade.

O primeiro deles, de acordo com o diretor-geral do Simpa, Alberto Terres, vai ocorrer às 9h em frente Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre (EPA), na rua Washington Luiz, em um ato em defesa da Educação. Mais tarde, às 14h, os servidores vão se dirigir à Câmara de Vereadores, onde acompanham sessão. Dois projetos que tramitam na Casa impactam diretamente na categoria: o PLC 7, que cria a Previdência Complementar, e o PLC 9, que mexe na incorporação das gratificações.

Desta quinta-feira atá sexta-feira, a programação dos municipários era de passar nos locais de trabalho de servidores do município para aumentar a adesão à mobilização. A categoria também aguarda alguma sinalização do município para uma mesa de negociações. Na quarta-feira, o Simpa esteve na Câmara, onde entregou à mesa diretora e ao colegiado de líderes um ofício pedindo uma articulação do Legislativo para que o Executivo recebesse os trabalhadores em até 24 horas.

Até o início da tarde desta quinta-feira, conforme Terres, ainda não havia nenhuma resposta por parte do presidente do Parlamento porto-alegrense, Valter Nagelstein (MDB). Na quarta-feira, o prefeito Nelson Marchezan Júnior chegou a minimizar a mobilização organizada pelo Simpa ao dar a entender que já se trata de algo rotineiro.

Disse ainda que a reclamação da categoria sobre a falta de reposição da inflação era “fora da pauta real” diante da situação da Capital. Para Alberto Terres, a opinião do chefe do Executivo revela que a Constituição e a legislação municipal são desrespeitadas.

“É um direito dos servidores receber a reposição, manter as suas conquistas históricas e ele passa por cima de toda a legislação e do direito de fazer greve. Ele não cumpre e joga para cima dos servidores essa responsabilidade”, afirmou.