Veja vídeo feito pelo próprios pichadores no Pateo do Collegio

Fachada do Pateo do Collegio amanheceu pichada nesta terça-feira (10)

Fachada do Pateo do Collegio amanheceu pichada nesta terça-feira (10)

Dario Oliveira / Estadão Conteúdo

Um vídeo, gravado por um integrante do grupo e divulgado nas redes sociais, mostra o momento em que a fachada do Pateo do Collegio foi pichada. A ação dura menos de 4 minutos.

A fachada do monumento histórico, considerado o marco inicial da cidade de São Paulo, o Pateo do Collegio, amanheceu pichada na última terça-feira (10). Os suspeitos escreveram nas paredes brancas do monumento “Olhai por nóis” com tinta vermelha.

Um casal foi detido na noite desta quinta-feira (12) suspeito de ter participado da pichação do Pateo do Collegio, na região central da capital. Segundo a SSP (Secretária de Segurança Pública), eles são suspeitos de ter pichado o monumento das Bandeiras, o Masp (Museu de Arte de São Paulo) e o Fórum Butantã.

A dupla ainda tirava fotos das pichações que fizeram e as colocava à venda em um site chamada Artsy, originalmente hospedado na Inglaterra. Cada foto custa em média dois mil reais.

Fachada do Pateo do Collegio amanhece pichada nesta terça

Eles foram liberados e um inquérito foi instaurado para investigação. Desde fevereiro do ano passado, tem multa de R$ 5 mil para quem for flagrado pichando muros públicos ou privados. Caso o alvo seja um monumento ou um bem tombado, o valor sobe para R$ 10 mil. A multa é dobrada em caso de reincidência.

Veja o vídeo gravado pelos pichadores:

*Estagiário do R7, com supervisão de Ingrid Alfaya

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Vereador de SP quer cassar título de Cidadão Paulistano de Lula

Vereador que cassar título de Cidadão Paulistano de condenados em 2ª instância

Vereador que cassar título de Cidadão Paulistano de condenados em 2ª instância
Assessoria de Comunicação / Rinaldi Digilio

O vereador Rinaldi Digilio (PRB) apresentou nesta sexta-feira (13) um projeto de lei (132/2018) que propõe revogar todos os títulos concedidos para aqueles condenados a partir da segunda instância.

O título de Cidadão Paulistano é dado pela Câmara Municipal para pessoas que não nasceram em São Paulo, mas que fizeram feitos importantes para a capital.

“Se a Justiça entende que essas pessoas podem ser presas, a Câmara Municipal não pode deixa-la como homenageada, até porque esse é um título dado pelos vereadores, mas que tem como finalidade servir como homenagem do conjunto dos munícipes. A população não pode passar pelo constrangimento de ter dado um título para um criminoso”, afirmou.

O legislativo paulista já concedeu o título, por exemplo, para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, para o empresário Marcelo Odebrecht, condenado a 19 anos de prisão por lavagem de dinheiro, corrupção e integrar organização criminosa pela Operação Lava-Jato, e para o médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão pelo estupro de suas pacientes. Este último teve a honraria cassada pelos vereadores em 2011.

Para cassar a honraria, atualmente, é preciso realizar votação no legislativo e ter aprovação de dois terços dos vereadores.

Caso projeto seja aprovado, Lula perde título de Cidadão Paulistano

Caso projeto seja aprovado, Lula perde título de Cidadão Paulistano
Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo – 07.04.2018

Além da revogação dos títulos, o vereador também prevê a proibição de novas honrarias para condenados e regula a cassação das existentes um dia após a publicação da sentença de condenação do homenageado.

Digilio entrará, ainda, com um requerimento para a assessoria jurídica da Câmara levantar quantas e quais pessoas já receberam o título de Cidadão Paulistano já foram condenadas em segunda instância.

“Esses casos como do Lula e do Odebrecht são os que conhecemos. São Paulo deve estar prestando homenagens para muitos criminosos que não conhecemos e a burocracia de ter de aprovar um projeto para cada revogação é um absurdo”, disse.

Atualmente, a única exigência para a concessão da honraria é a análise da biografia por feitos relevantes e anuência do homenageado, o que torna a análise subjetiva.

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