Destroços de navio centenário voltam a aparecer na areia da praia de Santos


Primeira aparição dos destroços aconteceu em agosto de 2017. A principal suspeita é que sejam os restos do veleiro Kestrel, que afundou nessa mesma região em 11 de fevereiro de 1895. Após ressaca, destroços de navio naufragado em Santos (SP) voltaram a aparecer.
Divulgação/Prefeitura de Santos
A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, voltou a isolar com estacas e um cercado de arame os destroços de uma embarcação centenária que apareceram após a ressaca, nesta quinta-feira (12), na Praia do Embaré. O reforço da sinalização será feito nesta sexta-feira (13) para garantir a segurança e preservação do sítio arqueológico.
Em 22 de agosto de 2017, a maré baixa e a erosão da praia do Embaré provocaram o primeiro aparecimento dos pedaços de madeira e metal que se assemelham a um casco de navio, próximo à mureta do Canal 5.
Desde então, uma equipe de geólogos foi acionada pelo arqueólogo Manoel Gonzales, que lidera um grupo de seis pesquisadores, para tentar identificar a embarcação que encalhou ou naufragou ali. A principal suspeita é que sejam os restos do veleiro Kestrel, que afundou nessa mesma região em 11 de fevereiro de 1895.
Destroços estão localizados nas proximidades do Canal 5, em Santos, SP
José Claudio Pimentel/G1
Tesouro
Em outubro de 2017, a sondagem da área onde apareceram os destroços de um navio centenário revelaram que a embarcação está toda enterrada e que, dentro dela, há um objeto de metal do tamanho de um carro popular.
O objeto de metal de seis metros de comprimento por dois de largura intrigou os pesquisadores. “Não sabemos o que é. Pensamos em uma caldeira ou até em um canhão, mas descartamos. Ele está localizado na parte da frente, próximo ao centro e do lado esquerdo, e pode nos ajudar a revelar esse navio”, afirma o arqueólogo.
Técnicos realizam a sondagem de destroços de navio localizado na orla de Santos, SP
José Claudio Pimentel/G1
Descoberta
Funcionários da limpeza urbana se depararam com a estrutura parcialmente enterrada na areia durante a limpeza das praias. Equipes da prefeitura foram deslocadas ao local e constataram aquilo que parecia ser parte do casco de uma embarcação de madeira. A área foi isolada, por segurança.
“Esse navio estava enterrado ali há muito tempo e, com o rebaixamento da areia, acabou ‘aflorando'”, explicou a subprefeita da região da orla, Fabiana Ramos Garcia Pires. A administração municipal cercou a área por segurança, instalou placas indicativas e posicionou uma câmera para monitorar os destroços.
Para o prático em atividade mais antigo no Brasil, Fabio Mello Fontes, trata-se de uma embarcação centenária, construída antes de 1930. “Ferro e madeira não foram mais usados depois desse período, por isso, deve ter mais de 100 anos. Certamente é uma embarcação muito antiga, que ainda requer investigação minuciosa”, disse.
Arqueólogos e historiadores de Portugal foram acionados para auxiliarem nas investigações. “Desde a localização, estamos monitorando toda a estrutura. Fizemos imagens e enviamos a especialistas em embarcações de madeira, em Portugal. Eles estão analisando tudo e colaborando”, complementou Gonzalez.
Quadro pintado em Londres revela o veleiro Kestrel, que encalhou em Santos
Reprodução

Terremoto no México revela templo desconhecido de quase mil anos

O novo templo foi descoberto após escaneamentos com radar na pirâmide de Teopanzolco

O novo templo foi descoberto após escaneamentos com radar na pirâmide de Teopanzolco
AFP

Arqueólogos que examinavam uma pirâmide no México para avaliar eventuais danos causados pelo devastador terremoto que atingiu o país em setembro do ano passado descobriram um antigo templo.

O templo está situado dentro da pirâmide de Teopanzolco, perto de Cuernavaca, no Estado de Morelos, 70 km ao sul da Cidade do México.

Acredita-se que ele tenha sido erguido por volta de 1150 d.C., no período da cultura tlahuica, um dos povos astecas que viviam na região central do país.

O templo, de 6 m de comprimento por 4 de largura, seria dedicada a Tláloc, deus asteca da chuva.

Entre os vestígios do templo também foram encontrados um queimador de incenso e cacos de cerâmica.

A descoberta foi feita quando uma equipe do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) escaneava – com um radar – a pirâmide de Teopanzolco em busca de danos estruturais.

 

Segundo arqueóloga, terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o México em setembro causou danos consideráveis a Teopanzolco

Segundo arqueóloga, terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o México em setembro causou danos consideráveis a Teopanzolco
AFP

A arqueóloga Barbara Koniecza disse que o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o México em setembro, matando 369 pessoas, causou danos consideráveis a Teopanzolco, em particular a dois templos. “A pirâmide sofreu um considerável rearranjo do núcleo de sua estrutura.”

Pesquisas sugerem que os tlahuica viviam em dezenas de pequenas cidades-estados na região em que hoje fica o Estado de Morelos.

Acredita-se que as principais estruturas do sítio arqueológico de Teopanzolco datem do século 13 – o que indica que o templo recém-descoberto é anterior a ele.

Koniecza diz que não era incomum que os tlahuica fizessem construções sobre estruturas antigas.