Espólio de Michael Jackson chama de ‘patéticas’ acusações de abuso em documentário


‘Leaving Neverland’ será exibido em Sundance, nos EUA, e traz entrevistas com dois homens, hoje na faixa dos 30 anos, que dizem ter sido abusados sexualmente pelo cantor. Michael Jackson sorri durante entrevista coletiva na O2 Arena, em Londres
REUTERS / Stefan Wermuth
Os responsáveis pelo espólio de Michael Jackson condenaram nesta quinta-feira um documentário sobre os supostos abusos de sexuais de crianças praticados pelo cantor, chamando o filme de uma “ultrajante e patética tentativa” de ganhar dinheiro com a fama do artista.
O documentário “Leaving Neverland” (Deixando Neverland, em tradução livre) será exibido em janeiro no festival de cinema independente Sundance e também transmitido em seguida no canal a cabo HBO e no Channel 4, da Grã-Bretanha, anunciaram os organizadores do festival e a HBO.
O filme traz entrevistas com dois homens, hoje na faixa dos 30 anos, que dizem ter sido acolhidos pelo cantor e abusados sexualmente por ele quando eram meninos, de acordo com os produtores.
O cantor pop, que morreu em 2009, foi absolvido em 2005 numa ação criminal na Califórnia em que foi acusado de molestar um outro garoto, de 13 anos, em seu rancho chamado Neverland.
O documentário foca nas experiências de Wade Robson e James Safechuck. Ambos processaram o espólio de Michael Jackson depois da morte do cantor, alegando crimes sexuais, mas os dois casos não prosperaram. Robson foi uma das testemunhas de defesa no julgamento de 2005.
“Esse chamado ‘documentário’ é somente mais um requentado de acusações datadas e desacreditadas”, disse o espólio de Jackson em um comunicado. “Essa é mais uma produção sensacionalista em uma ultrajante e patética tentativa de explorar e faturar às custas de Michael Jackson.”
O diretor, Dan Reed, disse que não tem dúvidas sobre a validade das histórias dos dois homens.
“Se há algo que aprendemos durante esse tempo na nossa história, é que o abuso sexual é complicado, e as vozes dos sobreviventes precisam ser ouvidas”, disse o documentarista em um comunicado.

Portabilidade de crédito cresce quase 70% em 2018 no país

Em busca de juros mais baixos, brasileiros transferem dívidas para outros bancos. ‘Quando os juros vão caindo, contratos antigos com juros maiores ficam caros demais’. Portabilidade de crédito cresce quase 70% em 2018
Em busca de juros mais baixos, cada vez mais gente está levando a dívida para outro banco. O número de clientes que fizeram a chamada portabilidade de crédito aumentou quase 70% em 2018.

A palavra portabilidade é mais conhecida dos brasileiros que transferiram o seu plano de celular de uma operadora para outra, por exemplo, para pagar tarifas mais baixas.
É assim também com as dívidas. O consumidor pode levar o empréstimo ou financiamento de um banco para o outro, buscando juros menores para deixar a dívida mais barata. E isso está cada vez mais comum. Em 2018, foram mais de 3,5 milhões de operações de portabilidade de crédito, quase 70% a mais do que em 2017.
“Quando os juros vão caindo, o que acaba acontecendo é que os contratos antigos com juros maiores começam a ficar caros demais. Basta você procurar um novo banco, com juros menores, que você vai conseguir condições mais favoráveis”, disse o economista Daniel Sousa, professor do Ibmec.
Foi o que aconteceu com a Eliana Marins de Lamônica. Ela ainda tem quatro anos para pagar, mas conseguiu reduzir os juros e o valor da prestação.
“De juros foi de 1,96% para 1,79%. Em valor de dinheiro, uns R$ 200 e poucos em cada parcela”.

A variação dos juros no mercado é grande. No crédito pessoal não-consignado, por exemplo, aquele empréstimo que não é descontado direto na folha de pagamento, as taxas vão de 56% a mais de 100% ao ano, entre os maiores bancos do país.
Por isso, pesquisar é tão importante, e pesquisar tudo.
“O consumidor deve ter o cuidado de comparar o custo efetivo total, e não apenas a taxa de juros. O custo efetivo total engloba a taxa de juros mais eventuais seguros e taxas que sejam cobradas pelo banco”, disse Daniel Sousa.
As instituições financeiras têm um dia útil para a fornecer os dados, como o saldo devedor, ao consumidor que quer fazer a portabilidade, e não podem recusar a operação.
Mas muitas ainda dificultam. Luzimar de Oliveira Paes já transferiu a dívida de um empréstimo consignado para vários bancos diferentes. Agora, não está conseguindo.
“O valor de saldo que eles passam para outra instituição é diferente do que a gente vê nos extratos, para dificultar. Isso foi umas três vezes no ano passado e eu acabei desistindo”.
Nesse caso, o cliente pode registrar uma reclamação no Banco Central.
“É direito do consumidor buscar a portabilidade e trocar de banco se ele considerar as condições do novo banco mais vantajosas”, afirmou o economista.
A Federação Brasileira dos Bancos declarou que monitora as operações de portabilidade e que os casos não realizados na primeira tentativa são pontuais. De acordo com a Febraban, isso acontece, principalmente, quando o cliente fornece informações incompletas ou incorretas no momento do pedido.