Jovem de 21 anos morre após tio capotar picape Strada em rodovia

acidente sao feliz do araguaia

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Gazeta Digital

Uma jovem de 21 anos morreu em um grave acidente na MT-242, em São Félix do Araguaia (1.200 a nordeste de Cuiabá), na tarde de quinta-feira (8). Marcilene Feliciano Cavalcante estava como passageira de uma picape Fiat Strada, conduzida pelo tio de 44 anos, que segundo informações da Polícia Civil estava com sinais de embriaguez. 

 

De acordo com o boletim de ocorrências, o acidente aconteceu por volta das 15h30, próximo à Fazenda Tucumã. Após o capotamento, o homem foi jogado para fora do veículo e a mulher ficou presa entre as ferragens.

 

A picape foi encontrada caída lateralmente próximo à pista. Marcilene não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto do acidente e morreu no local. 

 

Com ferimentos, o motorista da picape estava consciente e falava bastante. Além disso a polícia percebeu forte odor de bebida alcoólica exalando do tio da vítima. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional, sem realizar o teste do bafômetro. 

 

O acidente de trânsito foi registrado como homicídio culposo. A Polícia Civil investiga a causa do acidente.

Joesley não poderia ser preso por causa de delação, diz defesa

AE, Joesley Batista, Operação Capitu

AE, Joesley Batista, Operação Capitu
WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 9.11.2018

A defesa do empresário Joesley Batista argumenta que o acordo de delação do grupo J&F ainda tem validade jurídica e, que, por isso, ele não poderia ser preso na Operação Capitu, deflagrada nesta sexta-feira (9).

No acordo, Joesley negociou que não poderia ser denunciado ou sofrer medidas restritivas. Segundo o advogado do empresário, Pierpaolo Bottini, a prisão é equivocada e Joesley “prestou todas as informações que detinha” sobre o esquema criminoso que deu origem a operação.

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Bottini também informou que vai pedir uma reconsideração da decisão da desembargadora Monica Sifuentes, do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou a prisão.

Operação Capitu

A PF (Polícia Federal) informou em coletiva de imprensa nesta sexta que a prisão de colaboradores de uma empresa produtora de proteína animal se deveu a eles, supostamente, terem deixado de prestar informações sobre as quais tinham conhecimento, de forma a obstruir ou desviar a atenção dos investigadores.

Além de contradições entre depoimentos, a PF disse que não foram prestadas informações sobre um pagamento de R$ 50 mil do grupo empresarial a um deputado federal da Paraíba no contexto da tramitação da Medida Provisória 653 no Congresso. Essa informação foi descoberta, segundo a PF, sem ajuda dos delatores.

No entanto, a defesa de Joesley entende, ao contrário da PF, que a investigação começou a própria delação, que continha informações sobre o pagamento de propina no Ministério da Agricultura. Dessa forma, Joesley estaria protegido pelo benefício, já que o STF (Supremo Tribunal Federal) não definiu sobre a rescisão ou não da delação.

Rescisão do acordo

O processo de rescisão do acordo, iniciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), em setembro do ano passado, está em andamento, com provas e depoimentos em produção, e só será concluído quando o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) se pronunciar em julgamento, podendo mantê-los de pé ou derrubá-los.

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot prestará depoimento na próxima segunda-feira, 12, às 14h, no Supremo, como parte das atividades de instrução do processo.